Reprodução: Internet

Probabilidades de acerto e sorte

Algumas coisas têm se mostrado muito chatas.

Gente usando de falácias e estatísticas para “provar” o improvável.

Costumo dizer (ouvi isto na academia de doutorandos e creio que seja uma máxima entre eles) que: “espanquem os números e eles confessam qualquer coisa”.

Atribuem a Mark Twain uma frase sobre o assunto: ”Há três espécies de
mentiras: as mentiras, as mentiras
sagradas e as estatísticas…, mas li, não sei onde, que, originalmente, a frase seria de um tal de Conde de Beaconsfield, primeiro-ministro na Grã-Bretanha no Século XIX, de história mais conservadora e interessante que Mark Twain.

Bom, mas este post é para falar que (me desculpem os amigos professores de matemática e estatística), em termos de loteria, pode ser mega-sena, quina ou qualquer outra, UMA COISA é “probabilidade de acerto”, e outra coisa, muito diferente, é “chance de ganhar”.

Fazer correlações ilegítimas sobre probabilidades reais e específicas de cada loteria de números, é como torturar números para provar a teoria que seja mais conveniente, para influenciar comportamentos e opiniões. Usar causas prováveis, amostras restritas, analogias não aplicáveis, in casu, para transformar uma “estatísticas” ou probabilidade em verdade absoluta, não é, definitivamente, a melhor forma de demonstrar um teorema.

Deixa eu ir ali na lotérica, arriscar minha chance de ganhar, maior que a probabilidade de acerto, principalmente de quem não joga ou acha que qualquer grupo de dezenas apostadas tem a mesma chance que eu tenho de ganhar.

Vai que é hoje !!!

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