Educação - Quadro Negro e Giz

Educação vem de berço (*)

 

É uma pena eu publicar este post nesta data. A maioria dos verdadeiros destinatários do que vou escrever estarão mais preocupados com “… até que horas que vai …” dos festejos de momo.

Na minha pauta de posts educacionais, imaginei que teria um ou mais posts sobre o comportamento de alunos de nível universitário em sala de aula.

A maioria das aulas que ministrei em cursos universitários de graduação foram para os períodos iniciais, aqueles em que os caras ficam se perguntando:

– Pra que preciso desta disciplina no meu curso?

Se eles não sabem disso é porque a educação que receberam do berço foi a pior possível, menos por culpa dos pais e mais por culpa da nossa sociedade que empurra nossos adolescentes e crianças para objetivos pouco racionais e inteligentes.

Mas na minha pesquisa encontrei um blog de um professor que me chamou a atenção pela precisão com que ele faz a leitura do aluno d curso superior mediano, aquele que determina como a escola vai ser representada e como define o que estão nos proporcionando os pais que abrem mão da educação para deixar os filhos à mercê de babás eletrônicas e debitando aos professores a educação que deveria vir de berço.

O post do Prof. Rodrigo é primoroso e pode ser lido no Blog “Amontoado de Ideias – Leituras e outros bichos…“. Parabenizo o professor pelo post e pelo blog e espero que este blog que aqui inicio atinja a qualidade do “Amontoado”. RECOMENDO A LEITURA !

 

Voltarei ao assunto da relação professor-aluno e os absurdos da educação brasileira,  do Maternal à Faculdade..

 

(*) Em processo de atualização

Imagem: Reprodução Internet

P. S. – Reitero o pedido feito na página de “Advertências” deste espaço virtual. Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas. Coloquem aqui nos comentários ou na página do Facebook.

 

4 comments for “Educação vem de berço (*)

  1. Maria Celeste Gonçalves Campos
    09/02/2016 at 22:36

    Evandro, li o artigo indicado.e o aluno descrito lá também se faz presente na universidade onde trabalho. Vou polemizar um pouco. O índice de aproveitamento para se conseguir aprovação num vestibular para medicina é maior que 80%. Creio que em qualquer curso de engenharia, em universidade pública, o indice deve ser próximo disso.. Assim ninguém é aprovado na base da malandragem. E por quê se tornam malandros então? Qual será a parcela da universidade e professores nesse processo. Penso que quando solicitam as questões da prova ou resumos é porque existem professores que fazem isso. Infelizmente há colegas que fazem média com os alunos. Fazem o estilo professor bonzinho atrás de homenagens no final do curso e ainda relatam essas homenagems no curriculum lattes. Sobre a questão da frequência, certo dia ouvi de um aluno que, se ele faltasse tanto quanto o professor, já teria sido reprovado por falta há muito tempo. É fato que na maioria das vezes não é esse o problema, mas sempre que vejo um aluno folgado, questiono qual a minha responsabilidade nesse processo.

  2. 09/02/2016 at 23:41

    Dra. Celeste, desde quando comecei a entender dos mecanismos de educação formal, e principalmente após começar a dar aulas em faculdades, Tenho a convicção de que tudo no ensino superior é previsível e independente de ser particular ou pública, a divisão de responsabilidades é IGUAL. 33% para instituição, 33% para docentes e 33% para discentes. O 1% restante fica para o esforço adicional de cada um.
    Não adianta um superprofessor que ele não ultrapassa os 34%. e por aí vai…
    Nas escolas privadas a relação é mais difícil pois os “direitos” das partes são mais complexos.
    Na escola pública a coisa complica.
    Nos períodos iniciais de cada curso (até o 3o. período) a coisa é crítica pois 80% dos alunos chegam “cansados da vida de estudantes” e vão relaxar, vão se acostumar à vida de ausência de uniforme, de caderneta, de horários. É do jeitinho que o Prof. Rodrigo disse… e MAIS… vou postar uma foto aqui, nesta semana, dos bares na Av. Antônio Carlos, na porta da UFMG.
    DEPRIMENTE.
    Aí vejo comentários no post do prof. falando que ele está generalizando. Quem fala isto é estúpido o suficiente para acreditar que ele está generalizando. Já vi alunas da UFMG, em horário de aula, ESCORNADAS (no plural mesmo) no passeio na avenida em frente a UFMG. Numa turma de 50, a curva padrão é: 5 alunos acima da média, 5 alunos muito abaixo da média pela deficiência de formação e o restante na mediocridade reinante de quem não lutou para chegar onde chegou.

  3. 14/02/2016 at 21:05

    Os valores de família sendo destruídos a cada dia contribuem muito para essas situações expostas. A pergunta que não quer se calar : a quem ou a que interessa essa desintegração de valores fundamentais familiares?

    • 14/02/2016 at 21:34

      Aroldo, interessa a quem preserva seus valores. Interessa, por exemplo, às família que detêm os meios de comunicação desde D. João VI. Interessa a quem detêm descendentes de escravocratas com 8,9, 10 Ou mais mandatos em câmaras legislativas e no executivo dentro da família. Só em ditaduras, famílias permanecem no poder. A estes interessa o “quanto pior melhor” que vemos por aí.

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