Energia Eólica

Matriz energética respeitável

Vejo o noticiário nos portais e jornais opinativos televisivos e noto que alguns assuntos, que deveriam estar na pauta do país, em função da necessidade de avanço no desenvolvimento, são relegados quase a notas de rodapé.

Talvez a preguiça de estagiários de redação, antigamente chamados de focas, e a pouca qualidade dos editores-chefe em assuntos variados, não seja suficiente para aplacar a sanha pelo Ibope, pela audiência e pela venda de jornais (só manchetes destruidoras satisfazem os teleguiados e alienados).

Petróleo

A Agência Internacional de Energia  publicou relatório com as perspectivas do país e sua matriz energética. No caso do petróleo, energia não-renovável, a agência indica que mesmo com todos os problemas político-institucionais da Petrobrás, o país está caminhando para, em 2021, ser o segundo maior produtor de petróleo do mundo, fora da OPEP.

O Brasil acumula alguns fatores que poderiam colocá-lo dentro da OPEP, mas esta é uma questão geopolítica e econômica de análise global. Mas, no Brasil, nem se discute o assunto. Afirmo, há algum tempo, que mesmo que os campos de petróleo do pré-sal não tenham a produtividade alardeada, serão base firme para que o Brasil até supere as expectativas da AIE.

Energia Eólica

Muitas piadas tem sido feitas, principalmente nas redes sociais, por gente pretensamente inteligente, sobre energia eólica e o armazenamento do vento. De concreto temos que, nos últimos 5 anos, bilhões de reais foram investidos e milhares de empregos foram gerados. Onde os cata-ventos gigantes aparecem, a economia agradece. Foram construídos 285 parques eólicos no Brasil, a maioria no Nordeste. Foi a força do vento que impediu o racionamento de energia na região. Houve o registro de ocorrências em que a energia eólica, gerada no Nordeste, foi maior que a geração hidrelétrica e termelétrica naquela região.

Em 2014, graças ao vento, não foi preciso ligar mais usinas térmicas, fonte de energia suja e muito mais cara, o que permitiu uma economia de R$ 5 bilhões.

Até 2020, serão R$ 66 bilhões em investimentos, o setor que gerou 40 mil novos empregos diretos e indiretos, desde 2010, prevê gerar mais 200 mil pra dar conta de todos os projetos.

Energia Hidrelétrica

Itaipu que havia perdido a condição de maior geradora de energia do mundo, para uma gigantesca usina na China, retomou seu posto de maior geradora recentemente. Deve ser pouco.

A UHE de Belo Monte foi envolvida em uma enorme quantidade de polêmicas. E será envolvida, certamente, em outras tantas, principalmente pelo modus operandi das empreiteiras de construção pesada do país, desde 1808. Mas nenhuma polêmica será em relação aos benefícios para a matriz energética da região norte.

A primeira turbina da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu (PA), foi ligada na semana passada. É o primeiro teste dinâmico da primeira entre as 18 turbinas da casa de força principal da hidrelétrica. A capacidade plena de geração de energia da hidrelétrica, de 11,2 mil MW, deve ser atingida em 2019. Deve ser pouco.

  Outras Fontes

Falta espaço para falar de Etanol, Biodiesel e Gás Natural, por exemplo. Mas o espaço é suficiente para perguntar: Quais os países do mundo mesmo que tem esta matriz energética? Qual a perspectiva que vislumbramos para daqui dez ou quinze anos?

A pergunta e este post tem sentido para a recomendação que vou dar. Ao invés de educarem seus filhos para serem ricos e poderosos como advogados, juízes, jornalistas, políticos, dentistas, atravessadores, frequentadores de rede sociais, ensine-os algo e incentive-o a serem profissionais que irão ajudar o país a ter cidadãos que desenvolvam e coloquem esta matriz energética a serviço da população. Será um grande passo para começarmos uma mudança.

 

Foto: Evandro Oliveira

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