Falácias e Sofismas - A Série - Era do Espírito - Blogspot

Falácias e Sofismas – A Série

Falácias e Sofismas – A Série

Falácias e Sofismas é o título base de uma trilha que pode virar uma série com Blog próprio e independente.

Anteriormente, escrevi que esta era outra série deste Blog será sobre as falácias e sofismas; e, com toda a certeza sobre a forma que elas estão tomando conta dos blogs e redes sociais. Atualmente, virou rotina textos e portais de notícias propagarem opiniões ou versões de fatos como se fatos fossem. Com toda a certeza, são meias verdades que não passam de falácias e sofismas. Entretanto, aqui começas os problemas pois ficou tão comum a figura do paralogismo que muitos personagens não sabem nem diferenciá-los das falácias e sofismas.

Desse modo, é necessário que se diferencie os termos, com a devida venia dos verdadeiros filósofos que não devem ficar chateados com estes meus textos. Enfim, sou apenas um caçador de gente falaciosa em redes sociais e ajudo o povo a entender as diferenças e observar e analisar discursos enganosos.

Sendo bem raso e superficial, mas não tanto quando as redes sociais pueris, reproduzirei definições do Wikipedia para facilitar compreensão deste texto. Por outro lado, não farei como no Twitter onde seus 280 caracteres limitantes de pensamento e cultura tentam fechar conclusões e ideias.

Sofisma

Sofisma ou sofismo (do grego antigo σόϕισμα -ατος, derivado de σοϕίξεσϑαι “fazer raciocínios capciosos”) em filosofia, é um raciocínio ou falácia se chama a uma refutação aparente, refutação sofística e também a um silogismo aparente,[1] ou silogismo sofístico, mediante os quais se quer defender algo falso e confundir o contraditor.[2] Não devemos confundir os sofismas com os paralogismos: os primeiros procedem da má fé, os segundos, da ignorância[3].

Copiado de Wikipedia

Falácia

O termo falácia deriva do verbo latino fallere, que significa enganar. Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro.[1] Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente incoerente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso.

Copiado de Wikipedia

Paralogismo

Um paralogismo (do grego antigo παραλογισμός, palavra composta do prefixo παρά- pará, expressando oposição ou desvio, e λογισμός, logismós, ‘raciocínio: ‘falso raciocínio’,[1]) é um argumento ou raciocínio falaz, ou seja, falso, embora possa ter a forma de um silogismo e a aparência de verdade. Para alguns, o paralogismo é um tipo de sofisma; para outros, não é, pois entendem que sofisma é um raciocínio que simula estar de acordo com as regras da lógica, com a finalidade de produzir a ilusão da verdade e iludir o antagonista, enquanto o paralogismo é um raciocínio falso que se estabelece involuntariamente, não de má fé, isto é, não intencionalmente produzido para enganar.[2][3]

Copiado de Wikipedia

Filosofia

A filosofia parece um tema complexo e, certamente, é complexo e difícil caso as pessoas não se deem ao trabalho de pensar antes de colocar  suas conclusões para fora. Aristóteles formulou a proposta do raciocínio lógico baseado em premissas para que se chegasse a uma conclusão. Em suma, antes de cometer falácias e sofismas, o cara tinha que entender do silogismo. E, desse modo, aquele que não entende nada, como nas redes sociais de hoje, comete-se paralogismo.

Falácia, no geral, é um argumento, logicamente inconsistente, sem fundamentação, que falha na capacidade de demonstrar o fato ou sustentar uma opinião seja num discurso oral ou escrito. Não passa de uma mentira ou meia verdade, usada para convencer a “massa” de leitores, telespectadores, seguidores, compartilhadores e curtidores. No geral, engana-se pessoas alienadas com o uso de falácias que podem ser convincentes mas não deixam de ser falsos por causa disso.

A falácia é de difícil reconhecimento, especialmente por pessoas que não gostam de ler ou prender a atenção em textos e argumentos mais elaborados. A “pressa” dos usuários de tecnologia, nos últimos tempos, tem privilegiado os falaciosos de plantão.

Falácias e Sofismas

Vamos tentar exemplificar o problemas das falácias e paralogismos pois as redes sociais não permite pensamentos aprofundados ou que sejam tratados como sofismas. Nesta Série, vamos às falácias; uma a uma, e com exemplificação da que mais tem sido comum e, portanto, a que tenho mais sido vitima (que suscitou esta “série”).

Se bem que é uma série esclarecedora, para quem suportar ler os textos sem muros preconceituosos e pensando fora da caixinha.

Argumentum ad hominem

Existe uma certa sequência racional para apresentação das falácias e sofismas. Entretanto, vou desobedecer esta “lógica” e começar pela falácia da qual sou vítima frequentemente. Ela é praticada, com efeito, pelos debatedores que encontro em redes sociais, seres de curta compreensão e açodamento típicos de ideias rasteiras.

A falácia da vez é conhecida por “Argumentum ad hominem“, “Envenenar o Poço”, “Ataque à Pessoa” ou coisa que o valha, e em outras palavras, é autoexplicativa.

Consiste na tentativa, muitas das vezes bem sucedida, em atacar e desmoralizar uma pessoa – interlocutor – que detêm os argumentos em discussão. Assim sendo, atacando a pessoa e não seus argumentos, fica fácil angariar simpatizantes contra a causa, muito comum em grupinhos de amigos guiados por algum influencer sem conteúdo. O falacioso (aka paralogista) trabalha a proposta de que, ao se atacar a pessoa, pode-se enfraquecer ou anular sua argumentação.

Exemplos:

“- Não deem ouvidos ao que ele diz: ele é um beberrão, bate na mulher e tem amantes.

“- Não acreditem no fulano pois ele declarou que não gosta do beltrano e defende sicrano.

“- Daqui a pouco você vai dizer que o fulano, que foi condenado, é inocente.

A única forma de contra-argumentar quando tal falácia é praticada num debate é tentar manter os argumentos debatidos, sem diversionismo e mostrar que o caráter da pessoa atacada não tem relação com a proposição defendida por ela.

Chamar alguém de corrupto, comunista, ateu, radical etc. não prova que suas ideias estejam erradas, especialmente a ideia central do debate. Entretanto, provoca nos demais que não tem argumentos, mas não gostam de comunistas ateus, corruptos a ideia de que se ele tem isto de ruim, está “provado” que o restante também é ruim. Em suma, nada mais falacioso e revelador do péssimo caráter de quem está envolvido no debate.

Obs.: Uma variação de “argumentum ad homimem” é o “tu quoque” (tu também): Consiste em atribuir o fato a quem faz a acusação. Por exemplo: se alguém lhe acusa de alguma coisa, diga-lhe “tu também”! Isso, evidentemente, não prova nada.

Paralogismos acima de tudo

Por outro lado, existe a questão do paralogismo que é cometido de certa forma involuntária e que virou epidemia nas redes sociais. Muitas das vezes, travestidos de fake news, teremos ao menos dezenas de paralogismos reproduzidos e compartilhados na velocidade da luz da fibra ótica.

Por isso, tinha razão um antigo professor da graduação que dizia “… meus meninos, quem tem pressa come cru e quente, além de perder a oportunidade de ficar com a boca fechada”.

#FicaaDICA !

 

(*) Revisado e atualizado em 31dez2019

 

Imagem: Reprodução Era do Espírito

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

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Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.