Rede Goebbels

Falácias e Sofismas (3)

Falácia

Um cidadão comum, daqueles que teve a vida toda alguém para comandá-lo, que sempre foi tutelado, que chegava em casa e ia ver o Jornal Nacional, não tem a mínima dimensão do que pode ser provocados pelas novas mídias digitais. Melhorou? Por um lado sim, por outro lado, absolutamente, piorou.

Este cidadão mediano (na realidade é medíocre – ipsis literis) tem dificuldade de aceitar que aquilo que ele pensa e como ele age, é determinado por alguém de fora da casa dele. Geralmente, este cidadão não admite que ele reproduz falácias o tempo inteiro. Tem sentido pois, alguns argumentos falaciosos buscam o emocional do cidadão, atuam nas questões psicológicas e não na análise da validade lógica do cidadão. Se este cidadão não reconhece uma falácia, não admitirá que ele reproduz falácias.

Argumentum magister dixit

Também conhecida como argumentum ad verecundiam, é uma falácia muito comum, especialmente nos dias de hoje que qualquer pessoa que aparente ser honesto, vira “autoridade”. No post anterior, falamos do “japonês bonzinho”, amanhã pode ser do “juiz paladino”.

Esta falácia significa que alguém dirá alguma coisa e apela à autoridade que ele exerce, seja ela factual ou subjetiva, para que as pessoas não se preocupem com o conteúdo da argumentação, acreditam e “vão à luta”, porque quem falou é A AUTORIDADE.

Neste caso, apela-se à autoridade para validar o argumento falacioso ou descontextualizado. O raciocínio pode ser absurdo, mas a conclusão baseia-se na autoridade e credibilidade do autor da proposição.

Mecanismo de defesa

Nem todo argumento baseado na credibilidade ou autoridade de um especialista é uma falácia. Quase todo nosso conhecimento advêm do trabalho e de opiniões e argumentos de autoridades. Algumas regras básicas devem ser seguidas por quem quer avaliar um argumento:

  • Avaliar se o argumentador é um bom especialista no argumento ou referencia um bom especialista.
  • Outros especialistas do argumentos não podem discordar significativamente quanto ao argumento.
  • Argumentos de autoridade são aceitáveis se outros argumentos mais fortes ou de força igual inexistirem.
  • O autor do argumento não podem ter interesses pessoais ou escusos com a afirmação.

Brasil

A situação política do Brasil nos coloca alguns agravantes. Quando uma emissora de TV utiliza-se de material que PODE ter sido obtido ferindo preceitos constitucionais, publicando desmedidamente versões ao invés de fatos, omitindo trechos de conversas ou depoimentos, com o consentimento da verdadeira autoridade ou de agentes de autoridade, temos a clara identificação de uma falácia.

Arriscaria dizer que a Rede Globo tornou-se uma “autoridade” a disseminar falácias e provocar comportamento em grande parte da população.

A um passo de perigo REAL e convulsão!

 

Imagem: Reprodução Internet

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