Roger Abdel

O fim do mundo (3)

Esta é uma série que poderia ser transformar em blog de tema único. Por enquanto, vai nos ajudando a ter assunto a cada dia. O curioso é que as áreas mais críticas para a população mais necessitada é que nos “brindam” com bizarrices e canalhices. Outro dia foi a médica recusando consulta de uma criança por conta de preferências partidárias da mãe, agora mais de médicos e não Mais Médicos.

Mundo cão

Em Belo Horizonte, uma falsa médica foi presa e acusada de fazer, desde 2010, mais de 120 abortos. Cobrava até R5mil por aborto, dependia da capacidade de contribuição da interessada no aborto. Contava com o apoio do marido, do filho, de um farmacêutico e de um, PASMEM !, médico.

Em Montes Claros, médico dermatologista sedava pacientes para fazer avaliação médica em partes íntimas e as estuprava. Mais de meia dúzia de vítimas tiveram a coragem de denunciar o médico, que tem registro ativo e normal no CRM e inclusive é professor universitário e ativista contra o programa federal Mais Médicos.

Crimes

Entendo que a mulher é dona de seu próprio corpo e deve ter o direito, se assim o desejar, de interromper uma gravidez. Respeito aqueles que por algum motivo, religioso ou não, tenham restrições quanto a abortos. Mas eu gostaria de entender se existe alguma justificativa para alguém ganhar dinheiro com este atos e ter envolvido médico, farmacêutico e familiares nestes procedimentos.

Quanto ao médico estuprador, nada a declarar. Ele nega, vítimas o acusam, deixa a polícia investigar e o conselho profissional dele dar prosseguimento a mais um processo e avaliar se foi negligência ou erro de procedimento. Fico torcendo para ele ser condenado e cair numa penitenciária de crimes comuns classificado como estuprador.

Instituições

Como tenho escrito, e justificando a classificação deste tema, até para não ser acusado de fazer generalizações apressadas, vejo que se as instituições como o CRM não deixarem sua postura corporativista, secular e maçônica e fazer uma completa revisão nos seus arcaicos preceitos éticos e morais, a sociedade não terá nenhuma esperança na medicina e na justiça dos homens.

Algum tempo atrás, caso bem parecido com o de Montes Claros, foi notícia na mídia mundial e teve permanência na mídia nacional por muito tempo. Médico de São Paulo, bastante conceituado nas famílias quatrocentonas, estuprava sua clientes. Daí foi condenado a mais dois séculos de prisão. Obteve, de maneira surpreendente, salvo conduto do STF (nem vou citar o nome do Ministro!). O que o médico fez? Fugiu do país.

O mundo acabou !

A impunidade, que muitos apontam com seus dedos sujos como a raiz dos problemas no país, está acabando com o Brasil. E não é de hoje.

Parabéns às mulheres que estão evoluindo mais do que as instituições e tomando coragem para denunciar abusos. A esperança é que a impunidade não se repita como em outros segmentos da sociedade.

2 comments for “O fim do mundo (3)

  1. Maria Celeste Gonçalves Campos
    11/04/2016 at 21:18

    Evandro volto a dizer que a questão é falta de caráter, independente do setor onde o sujeito está inserido. E no Brasil quem tem dinheiro para pagar bons advogados não apodrece na cadeia, seja médico, traficante ou assassino. Penso que a maior necessidade do cidadão é acesso à educação. Quem estuda tem crítica e não embarca em determinadas situações. Na capital paulista existe um hospital publico que realiza aborto em quem quer que seja. Não precisa pagar criminosos para realizar o procedimento. Eu sou contra o aborto mas jamais condenarei alguém que optou por ele.

  2. 02/05/2016 at 02:45

    Dra. Celeste, creio que estamos numa situação em que nem advogados caros são determinantes. Infelizmente, a inclusão digital desenfreadas e a expansão da tal computação móvel, rebaixou a níveis inimagináveis de estudo, debate e comportamento do que quer que seja, Esta série de “FIM DO MUNDO” tentará expor estes casos, servem de exemplo. O que acontece é que as pessoas estão tão contaminadas, algumas situações são tão vilipendiadas, que elas nem topam comentar sobre o que seria senso comum: a condenação coletiva de ações absurdamente criminosas. Estamos diante do fim do mundo, real.

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