Buy x Rent

Egoístas sentindo-se altruístas (2)

Outro dia, vendo uma reportagem destas que a mídia usa para disseminar o medo a incerteza e a dúvida, vi dois empresários reclamando da crise e anunciando que estavam fechando sua portas em função da situação do país.

Mitos egoístas

Um caso, que não vou usar aqui, foi do empresário e ex-piloto Emerson Fittipaldi. De família quatrocentona paulistana, nem é um bom exemplo. Enquanto esteve na opulência, brincou do que quis e como quis. Nas pistas foi um ás, fora delas, um perdulário. Pompa e circunstância é pouco. Nem é bom comparar suas ações fora das pistas com outros pilotos como, por exemplo, Airton Senna.

Oportunidade x Ameaça

Um dos maiores perigos em países com desenvolvimento econômico, como aconteceu no Brasil recentemente, é a explosão de iniciativas e empreendimentos com gente despreparada. Nas organizações é comum termos excepcionais técnicos que não sabem gerenciar. Na vida real é natural que existem ótimos profissionais, técnicos e gerentes que, trabalhando em ambientes organizados com profissionais multidisciplinares dando suporte, não tenham a mínima ideia do que seja empreender, ser patrão, iniciar um negócio.

Os tempos em que um ideia na cabeça e uma câmera na mão era o suficiente para produzir um filme que será premiado em festivais ACABOU.

Vender ou Alugar 

O caso que quero destacar é da empresária que atuava com brinquedos educativos e não satisfeita em coloca a culpa nos outros pela sua incompetência administrativa, murchou seu negócio até fechá-lo e ir para a TV reclamar da crise.

De outro lado vejo uma empresária que vendo alguns nichos em que a venda torna-se inviável, monta um estoque (até comprando o fundo de loja da empresária acima mencionada) e parte para o nicho de aluguel, de brinquedos e afins.

O negócio está em expansão e servindo de exemplo para muitos outros segmentos.

Mas uma barreira é forte demais. A verve egoísta do brasileiro. Como escrevi em post anterior, o brasileiro quer um carro zero pois tem que dar satisfação para as pessoas sobre ter carro zero ou usado. O brasileiro não aluga imóvel pois prefere ter algo que nem consegue pagar e dizer que é “meu” (em sociedade com as financeiras). Vale mais a pompa e circunstância. Vale o egoísmo.

Exemplos

Os donos de uma das primeiras empresas que trabalhei não acumulava patrimônio pessoal. Ao invés de comprar um apartamento ele alugava. Com o capital que ficaria imobilizado ele adquiria ativos para a empresa. Eu não entendia, até a contadora da empresa explicar que o lucro de cada equipamento pagava o aluguel de imóveis muito melhores que o que ele compraria e ainda gerava empregos.

Interessante observar pais que preferem alugar brinquedos para os filhos do que comprar dezenas de brinquedos a cada data comercial festiva. Estes pais tem a perfeita noção de que o filho irá trocar de brinquedo em 3 meses e que o preço da acumulação de brinquedos é por demais oneroso para as famílias (aquelas que tem dinheiro para estas coisas).

Recentemente vi que em países do primeiro mundo, a “tradição” de berço cheio de badulaques e mimos, para recém nascidos, está totalmente em desuso e em alguns lugares estão sendo substituídos por caixotes ou até caixas de papelão. Não… não estou falando do submundo da pobreza de um país de Terceiro Mundo.

Acredito que a crise em que vivemos pode servir de  modelo para que as oportunidades sorriam para quem merece. Comprar x Alugar, desde um brinquedo a um imóvel ou carro, passando por vestidos de noiva e outros bens de consumo,  pode ser a diferença entre o egoísmo e o altruísmo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.