Prefeitura MOC

O fim do mundo (4)

Ilusão

Esta é uma série que poderia ser transformar em blog de tema único. Por enquanto, vai nos ajudando a ter assunto a cada dia. Imaginei que os posts iriam ser raros… acontece que o dia a dia tem mostrado que não. Numa rede social o nome disto é #SQN.

O curioso é que as áreas mais críticas para a população mais necessitada é que nos “brindam” com bizarrices e canalhices. Outro dia foi a médica recusando consulta de uma criança por conta de preferências partidárias da mãe, agora mais de médicos e não Mais Médicos. As áreas da saúde e da educação tem sido as mais covardemente atingidas. E o post de hoje junta as duas.

O Bandido e a cúmplice

Ruy Adriano Borges Muniz (PSB) construiu fama e fortuna com negócios na área de educação e saúde, dentre outros. Empresários com métodos pouco convencionais, levou a prefeitura de Montes Claros, certamente sem fraudar as urnas. De quebra colocou a esposa,  Raquel Muniz (PSD) como política, noutro partido e eleita deputada federal.

Algum tempo atrás, o prefeito e a deputada foram condenados a entregar equipamentos da área de saúde, importados com suposta destinação para as empresas Amas Brasil, Soebras e Hospital das Clínicas Mário Ribeiro da Silveira, todas geridas pelo casal, o que gerou também possibilidade de uma possível ação criminal referente aos crimes de advocacia administrativa, estelionato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

O Absurdo

A deputada, ao proferir seu voto a favor do impedimento da presidente Dilma, fez questão de enaltecer o caráter de seu marido. No dia seguinte, a Polícia Federal, que acumula processos e acusações contra o prefeito, prendeu-o. E para espanto de todos, a esposa sustenta tudo que diz em seu pronunciamento em rede mundial de TV. Os políticos brasileiros sendo alvo de escárnio e a primeira-dama, roedora de pequi, sustentando o insustentável.

Mídia, Saúde, Educação, Mandato

O prefeito adquiriu um jornal em Minas Gerais, das mãos de um grupo que o controlava por interesses políticos partidários, e das primeiras providências foi demitir trabalhadores antigos e alguns que precisavam do emprego, dramaticamente.

O prefeito é acusado, com provas consistentes que levaram à sua prisão, de precarizar os serviços de saúde pública do município para beneficiar hospital da família dele. Por causa desta questão, a secretária de saúde foi presa junto com o prefeito. A polícia federal não deve ter cometido erros. Quanto a justiça não sabemos se deixará o acusado livre para mais uma (re)eleição.

O prefeito é dono de uma grande rede de ensino do estado de Minas Gerais. Tem a fama de não respeitar muito seus professores. Na área pública, reduziu vencimentos e vantagens, cortou gratificações como a tradicional “pó de giz” com intuito de economizar e ajeitar suas conta para fugir das responsabilidade objetivas em relação à destinação de verbas da educação.

O prefeito, preso, despacha da cela onde está encarcerado. Se nos próximos quinze dias não for solto (existem bons advogados no ramo!), deverá substituí-lo o vice.

O fim do mundo

Particularmente, não fico assustado, mas pessoas que conheço estão assustadas, tenho dito: é o fim do mundo que começou em 2012. Parte da população de Montes Claros, funcionários das empresas do prefeito, parte da Câmara dos Vereadores de Montes Claros, tá do lado do prefeito e da deputada. A deputada reitera a honestidade do marido, parte da população de MOC comemorou a postura da parlamentar na questão do Impeachment.

Vamos combinar uma coisa? Não podemos acreditar que isto é sério. Sabem quem vai ser (re)eleito?

Com a palavra o povo de Montes Claros e de Minas Gerais ( e TODOS que votaram em candidatos do partido da deputada)

Foto: Portal UAI

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