Rodoanel - Grande BH

Onde está o meu anel ?

O Anel

Os belo-horizontinos, como legítimos mineiros, tem a característica de abreviar as coisas, logo, quando implantaram o Anel Rodoviário, que nas grandes concentrações urbanas é conhecido como Rodoanel, logo recebeu a denominação de anel … logo, justificando o título, estou falando do rodoanel da Grande BH que deveria ter substituído o Anel Rodoviário há muitos anos.

O contexto

A situação da ligação rodoviária que desafogue o trânsito na capital e cidades circunvizinhas é reflexo das escolhas dos habitantes destas cidades para a Câmara dos Deputados e para o Senado. Décadas e mais décadas de eleições formando bancada fracas, omissas e cujos interesses nunca são para a região, provocam este tipo de situação. Raros são os parlamentares, especialmente, deputados federais, eleitos com voto majoritariamente vindo das comarcas da região metropolitana. Cobrar da bancada mineira, que em alguns casos tem mandatários que nem moram em Minas, é ilusão. Cada um quer negociar emendas parlamentares para suas regiões. Então, projetos como rodoanel, metrô de BH, duplicação da 381, vão virando lenda.

Rodoanel

A princípio o projeto teria o que chamaram de “alça norte”, “alça sul” e “alça leste”.

O segmento norte, cuja extensão seria de no máximo 70 km, e que teria início primeiro por desafogar os principais fluxos vindos de São Paulo e Brasília, começaria na Br381 em Betim (na saída para São Paulo), passaria pela Br040 (na saída para Brasília) entre os municípios de Contagem e Ribeirão das Neves, passaria por Vespasiano (próximo à Linha Verde que liga BH a Confins) e atingiria a Br381 após o município de Sabará, na altura de Ravena, ligando a parte da 381 duplicada de um lado ao outro. Extremamente necessário pois os acidentes no Anel e o trânsito pesado nas avenidas de acesso a Belo Horizonte ultrapassaram o insuportável.

O segmento sul, que seria construído após o segmento norte, nem saiu do projeto, parece que nem lenda vai conseguir virar. Mas pegaria a Br381 entre Betim e Igarapé em direção a Nova Lima, atingindo a Br040. A alça leste, que teria início no fim da alça sul e ligaria a Br381, formando o verdadeiro anel, nem projeto tem. O resto nem lenda é.

Quando?

Pelo andar das licitações, pelos projetos e pela indicação dos ganhadores (alguns trechos foram vencidos pela malfadada Odebrecht) a coisa vai longe. Os recursos, a incompetência conveniente a processos pouco transparentes  fraudulentos, a omissão do poder de polícia do estado, a burocracia e omissão de tribunais de controladoria prometem gerar mais papel em processos do que os custos das obras.

Os políticos da bancada de Minas Gerais no Congresso são competentes demais para algumas coisas e totalmente omissos e venais para outras. Dois ou três deputados brigando por esta obra não fazem resultado algum.

Seria muito interessante se alguém desprovido da verve política mundana sugerisse que o Exército Brasileiro, de capacidade operacional altamente comprovada, gerenciasse a execução da obra. Um destes tribunais federais poderia condenar algumas construtoras a pagar o exército para gerir as obras, fiscalizar a execução, controlar os recursos materiais e pessoais destas empreiteiras (assim seriam mantidos empregos e faturamento) das empreiteiras sob o “chicote” do exército (que poderia, aliviar o erário com receita extra tesouro). É fácil? Não! Mas a vontade política dos parlamentares não deixa. Preferem continuar neste Fla-Flu miserável e imundo.

 

Imagem: Skyscrapercity

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.