Dia das Mães

Ora… Ora… Ora… é prevaricação ! (*)

O país vive uma crise. Uma grave e enorme crise.

A mídia colocou a crise de uma forma que fica parecendo que a crise política é resultado da crise econômica. NÃO É!

A crise é de caráter, a crise é moral, a crise é ética.

Culpados?

As mães que não deram educação e não mostraram os caminhos corretos para aqueles que estão promovendo toda sorte de desvios a que estamos submetidos. A maioria dos políticos deste país decidiram que politica tem que ser familiar, publiquei recentemente post que trata do assunto das dinastias encasteladas e usufruindo dos podres poderes instituídos da nação – Um negócio (ótimo) de pai para filho. Pais e filhos pensam de forma bem parecida. Virou negócio de família. E aí entram as mães.

Episódio recente deixou alguns abismados. Uma mãe, esposa, ao votar pelo impeachment da presidente Dilma, disse que o fazia pela honestidade do marido (os dois são réus em vários processos estaduais e federais, ele prefeito e ela deputada federal) e, no dia seguinte, o “probo” prefeito de Montes Claros era preso pela Polícia Federal. Será que esta deputada, a mãe dela, do prefeito tem alguma responsabilidade? E os filhos destes políticos, tem algum futuro?

Evidências

Identifiquei três processos recentes que foram propagados na mídia e aceitos pela grande massa de manobra, como democráticos e corretos: A votação do impeachment na Câmara, a votação do impeachment no Senado; o afastamento do presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha. Ainda vejo ecoar bravatas, foguetes, comemorações. “Fora TODOS !!!” bradam os isentões.

No primeiro caso, Eduardo Cunha colocou no fundo da gaveta ao menos quatro processos que poderiam colocar seu cargo de presidente da casa em risco. Desrespeitou o regimento da casa, manobrou até o último minuto para não perder o cargo e ter o mandato suspenso, sempre em benefício pessoal, sempre negociando votação e tentando evitar processo na comissão de ética. Teve sua prisão discutida no STF (foro privilegiado lembram-se?). Será que a mãe dele aprovaria estes atos de prevaricação ou deu alguma lição de ética para ele?

No segundo caso, a votação estava decidida antes da acusação e da defesa sobre o impeachment. Até a mídia sabia quem votaria em quem. O relator, com diversas acusações na mesma linha do impeachment,  tinha o relatório pronto antes de qualquer manifestação de defesa. Teatrinho dispensável, mas necessário para a patuleia. Pior que o relator, professor de direito, extraiu frases e passagens de outros juristas e foi prontamente refutado. Fiquei me perguntando, a mãe deste relator aprovaria o filho pegar frases emprestadas de outras pessoas que discordam da montagem feita no relatório. Tenho cá minhas dúvidas.

No caso do STF que promoveu a destituição do cargo e suspendeu o mandato (ainda estou tentando entender o significado) é pior. O ministro daquela instituição superior ficou com o pedido de afastamento de Eduardo Cunha na gaveta por mais de 5 (cinco) meses. Durante este período, o presidente da Câmara, terceiro na sucessão presidencial, agindo, claramente, com interesses pessoais inconfessáveis,deitou e rolou. Aí os Ministros do STF entram em discussão até pela prisão, o ministro Teori afasta e suspende, não deixa prender, atropelando outros processos que estavam com outros ministros e argumentando que a imagem pessoal dele estava ficando deteriorada. Será que a mãe deste ministro da mais alta corte do país ensinou-o a pensar em si primeiro? Que feio !

Ora… Ora… Ora… (como diria um falecido narrador  esportivo de Minas)

Estes casos são de PREVARICAÇÃO. Não tenho dúvida nenhuma. Alguém investido de uma função pública deve servir ao interesse público. Colocou assuntos pessoais no meio, é prevaricação. Mas como sempre haverá algum douto rábula para interceder em favor destes acusados, com hipótese de processos serem arquivados até por erros jurídicos formais, de acordo com o interesse do verdadeiro e oculto poder no país, só posso colocar três letrinhas…

SMJ.

P.S. Parabenizo todas as mães do bem. Muitas delas não tem responsabilidade pelos filhos que pariram. Agradeço em especial a minha mãe que me ensinou que fazer as coisas no setor público em benefício próprio é prevaricação. É CRIME.

Obrigado mãe !

Charge: Duke

 

(*) Em processo de revisão

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