Crise Investimento

Crise: Empreendedores despreparados (3)

A ideia desta série de posts com este tema é apresentar “pílulas” de orientação que todo empreendedor deveria parar e pensar, antes de sair culpando os outros pelos seus problemas e dos seus empreendimentos.

Continuando a série “a situação não tá fácil pra ninguém”, mais um tema importante e que é dos primeiros a ser negligenciado ou abandonado por empresários e empreendedores mal formados ou completamente despreparados.

Contextualizando

A situação comum é que o empreendedor iniciante já não gosta muito de investir além daquilo que é básico para funcionar. Geralmente ativos tangíveis são a prioridade. Este tipo de empreendedor tem dificuldades para entender, até pela escassez de recursos ou mau planejamento financeiro (tema de post futuro), que marketing, manutenção dos investimentos de ativos tangíveis de produção, capacitação e outros são investimentos e não simples despesas fixas que se diluem em balancetes.

Investimentos

Em tempos de crise, a ideia é de cortar gastos. Correto. Mas cortar investimentos é uma coisa diferente e exige capacidade de gestão do negócio. Em tempos de crise o que vemos é os empreendedores cortando investimentos até naquilo que pode ser a chave para atravessar tempos difíceis. É um dos maiores erros de um negócio é abandonar suas possibilidades de expansão. Um sinal claro de declínio é ver as vendas caindo, os clientes sumindo e o empreendedor negligenciando qualidade e atendimento. E aqui não se trata de fazer propaganda enganosa.

O gestor de um negócio, e se não tiver habilidade deve pensar numa consultoria, não pode gerar desconfiança nos seus clientes sobre a qualidade ou confiabilidade nos produtos e serviços. Um restaurante que deixa de fornecer determinado cardápio, pode afastar clientes. a revisão do portfólio de produtos e serviços pode ser extremamente  necessário, e os clientes precisam saber que a qualidade estará mantida.

Os investimentos previstos devem ser reavaliados. Aqueles ligados diretamente à produção devem ter situações de contorno mas abandono deve ser meticulosamente planejado. Normalmente, os investimentos mais altos podem reduzidos e mantidos e os investimentos menos significativos podem ser substituídos por tecnologias ou atividades mais artesanais e que não demandem custos externos.

Marketing

Talvez seja a atividade mais impactada quando um empreendimento passa por crise. E a palavra crise é que provoca a oportunidade, como no ideário oriental.

A tendência é cortar tudo que diga respeito a “verbas de marketing”. Aí pode estar o erro crucial de qualquer empreendimento.

“Sumir do mapa” gera elevada desconfiança nos seus clientes, impede novos clientes e provoca a boataria. O marketing deve ser sempre proporcional ao faturamento. O faturamento caiu, o investimento em marketing cai, é uma regra de ouro. Mas jamais corte investimento em marketing. É fatal.

A melhor alternativa, e que hoje coloca à disposição de todos os níveis de empresários através da tecnologia e Internet, é rever canais de divulgação. Não caia no conto do vigário de muitos neófitos de “marketing de redes sociais“. O volume de pessoas se dizendo capacitadas em tecnologias e redes sociais mas sem nenhum ou pouco conhecimento do negócio, é enorme, aumenta a cada hora.

Nenhuma tecnologia per si resolve problemas de gestão, mas podem ajudarem todos os problemas de gestão. A chave para esta questão (não reduzir investimento e avaliar tecnologias e ações alternativas) é ouvir profissionais capacitados; é investir em pequenas consultorias pontuais; é entender a raiz de cada um de seus problemas e onde a crise o afeta de verdade. Neste caso, mais do que nunca, aproveitar o sobrinho para fazer site ou ações em redes sociais só vai prejudicar seu negócio. Cada empreendimento exige abordagem específica.

Cada empresa deve ter sua parcela de investimento mantida. Revisada racionalmente e preservada. Disto depende a sobrevivência em relação à concorrência. Ressalta-se que os negócios novos em tempos de crise, devem ter atenção redobrada. Iniciar um negócio esperando que marketing de redes sociais dê o diferencial, é erro crasso e infantil.

Imagem: Redatoria.Com

 

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