Ouro Preto

Passeio bate e volta a partir de BH (16)

Inspirado em um artigo do site cultural sobre Minas Gerais, resolvi recomendar roteiros de passeio, atividade de um ou dois dias de puro lazer e cultura, algo do tipo vai cedo, almoça e volta ao final do dia ou no dia seguinte.

As dicas valem para quem é de BH e pensa que não tem alternativas baratas de passeio e lazer. Ou para belo-horizontinos que recebem visitantes de outros estados e ficam com poucas opções de mostrar as coisas de Minas. Adotei uma regra que é indicar somente roteiros de bate-e-volta a menos de 150 km de Belo Horizonte onde é possível ir e voltar em menos de duas horas, de carro.

Nesta edição, aproveitando o “feriadão” de cunho religioso da semana que vem, um roteiro duplo, para aproveitar os quatro dias de maneira intensa. Na melhor época para se visitar cidades seculares e suas redondezas.

Primaz

Esquecendo um pouco da tragédia que instalou-se na Primaz, vale a pena visitar a região. A primeira capita da província, considerada a “Cidade Matriz de Minas”, Mariana abriga a história do país, que pode ser vista no Palácio do Conde de Assumar (1715), na Casa Capitular (1770), atualmente Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, na Casa de Câmara e Cadeia (1782), no Palácio dos Bispos, que abriga o Museu da Música (Mariana tem em suas bandas uma tradição à parte); no Palácio Arquiepiscopal, que abriga atualmente o Museu do Livro; no Colégio Providência e nas belíssimas e incomparáveis igrejas, como Nossa Senhora do Rosário (1752), São Pedro dos Clérigos (1752), São Francisco de Assis (1762) e Nossa Senhora do Carmo (1784), as capelas de Santana, Mercês e São Francisco dos Cordões.

Os monumentos e edificações barrocas e coloniais abrigam obras de ornamentação, esculturas, pinturas e mobiliário originários dos Séculos XVIII e XIX. Em 1945 recebeu o título de Monumento Nacional por seu acervo histórico, religioso e cultural.

Vila Rica

A vila foi fundada em 1698, pelo bandeirante português Antônio Dias, que saiu de São Paulo, e acaba parando nas vizinhanças do Pico do Itacolomi, no alto da Serra de Ouro Preto. O ouro era abundantemente encontrado no leito e às margens dos rios e na encosta dos morros. Daí para Ouro Preto foi um pulo. A segunda capital do estado, centro da riqueza do ciclo do ouro.

As igrejas,museus e arquitetura do casario são as principais atrações turísticas da cidade. Verdadeiras representações da arte colonial e barroca. Os altares das Igrejas, quase sempre banhados a ouro, são exemplos clássicos do rococó. As esculturas, especialmente das igrejas, trabalhadas por importantes artistas da época, como Aleijadinho, são consideradas obras-primas do barroco brasileiro e dignas representantes da arte mundial. Ser patrimônio histórico mundial é gratificante.

Chegando e acontecendo

Saindo da BR040, que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro na altura da Lagoa dos Ingleses, começa a Rodovia dos Inconfidentes (BR-356). Com traçado bem sinuoso e perigoso pela serra, a rodovia cruza Cachoeira do Campo e Itabirito até chegar a Ouro Preto e logo depois a Mariana. São aproximadamente 100 km entre a capital e Mariana. As duas cidades são servidas de transporte interurbano satisfatório a partir da capital e de cidades próximas, além das estradas que ligam a outras cidades dos Circuito do ouro e Estrada Real.

A estrutura de hotéis, restaurantes, serviços de compras, serviços auxiliares e de emergência é completa. A aventura e o inesperado das surpresas e decisões de momento podem  proporcionar muita tranquilidade e prazer.

Este blog irá repetir estas cidades e suas localidades em passeios bate e volta. Mas, para o feriado, fazer o circuito turístico tradicional do centro das duas cidades é o mais recomendável. Aproveite a sexta, dia útil, para sentir o movimento “normal” destas duas pérolas da história brasileira.

Foto: PequenoGrandeMundo.Com

2 comments for “Passeio bate e volta a partir de BH (16)

  1. Carlos Almeida
    21/05/2016 at 13:29

    Evandro, não sei se ainda existe o festival de inverno em Ouro Preto que acontecia nos finais dos anos 70 e início dos de 80. O povo era culto, entre outras, gostavam de fazer poesias e declamar letras de músicas. lembro de uma declamação que até hoje quando lembro me arrepio de tão boa que foi, a declamação foi a “Clube de esquina”. Essa minha ida a Ouro Preto foi num bate e volta.

    • 22/05/2016 at 01:15

      O Festival de Inverno, promovido pela UFMG anda existe. Não mais naquele formato antigo em que Ouro Preto era o local principal. Agora é espalhado e com atividades bastante diferentes de antigamente. Agora existe Festival de Verão também.
      Depois que houve edições em várias cidades, passou uma temporada em Diamantina. Em 2015 foi em BH. Mudou muito.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.