Leitura e a Bibliotecária

A bibliotecária e o limite da leitura

Há limites !

Tenho alguns conceitos que ultrapassaram as décadas e se consolidam cada vez mais. O que penso sobre uma bibliotecária é imutável, mesmo que mudem a denominação para outras “modernidades”.

Observei, através de notícias de mídias digitais, que um garoto de três anos que tem tudo para ser um gênio. Uma vez que ele adora ler. Os pais do prodígio estão procurando uma boa escola, uma vez que desejam um espaço que possa abrigar um possível superdotado. Como se não bastasse, o garoto está interessado até no alfabeto cirílico.

Genial !!!

As tecnologias estão, com efeito, arruinando algumas coisas tradicionais e não evoluindo com estas coisas. Estão acabando algumas profissões que deveriam ser valorizadas. É o fim do mundo que se aproxima e ficamos limitados por limites estranhos.

Leitura

Sempre agradeço minha mãe que, exercendo a profissão de educadora, indicou a mim a necessidade da leitura. Meu pai, por outro lado, dava exemplos, lia qualquer coisa que caia nas mãos dele. Por exemplo, ele era devorador daqueles livrinhos de faroeste, com histórias e personagens repetidos. Ademais, ainda criança, de tanto ler aqueles livrinhos, percebi que deveria mudar a fonte de leitura. Passei para as palavas cruzadas que não apenas eram um passatempo e brincadeira mas fonte de correção ortográfica.. Adorava descobrir o significado das palavras com alguns exercícios brincadeiras como as que meu pai fazia.

Bons tempos !

Enfim, só da pessoa ler qualquer coisa, o mundo se abre. Pode ser gibi ou um jornaleco de R$0,25. Sempre defendi que devemos ler de tudo um pouco. Vejo que, atualmente,  estavam certos aqueles que usaram estes pasquins para destruir os jornalões elitizados e seus assinantes. Escrevi num post anterior que “Ler ou Não Ler” não era a questão, parece que não fui bem compreendido.

Bibliotecária

Uma das profissões que eu mais admiro são as bibliotecárias (aqui no feminino pois no meu ideário as mulheres sempre foram mais habilitadas para esta função). Sempre fui piolho de biblioteca. Desde os tempos de estudante de ensino médio quando assuntos diversos surgem do nada e ficávamos perdidos. Eu corria para a biblioteca com o propósito de ler e conhecer mais.

Um dos livros que eu não encontrava nas bibliotecas e que tenho dois exemplares guardados até hoje, é um almanaque com capa grossa que tinha o sugestivo nome de “EU SEI TUDO”. Depois vieram os almanaques ABRIL, que eu colecionava.

Depois, não somente como profissional de TI, mas tratando de qualquer assunto, eu corria na biblioteca. Ali era o espaço que esta profissional atenciosa ajudava a todos.

R.I.P. Sandra Miglio

Admirei a todas, mas algumas são especiais. Senão existia bibliografia sobre algum tema “espinhoso” ou fora do assunto de TI ela buscava naquele sistema arcaico alguma obra em outras bibliotecas e até conseguia um exemplar ou indicava obras. Quando estudava no superior ou mestrado, pegava uma lista de bibliografia recomendada e ia atrás da bibliotecária favorita. Bibliotecárias, professoras e mães não deveriam morrer nunca.

Einstein disse que o cérebro das pessoas nunca voltavam ao normal, depois de uma leitura qualquer. Sem dúvida, é uma grande verdade. A educação deveria começar por ensinar as pessoas a lerem. Eu tento com meus filhos e sobrinhos. Faço a minha parte.

Só fico ensimesmado com muitas coisas, mas uma é intrigante. Por que a maioria dos professores não incentiva a leitura de coisas diversas das suas disciplinas?

Em síntese, agradeço, de coração, a todas as bibliotecárias que passaram na minha vida.

Leitura e uma bibliotecária para todos !

 

Reprodução: Educar para crescer

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