Apelo à emoção

Falácia e sofismas (7)

O termo falácia deriva do verbo latino fallere , que significa enganar, iludir, trapacear.

As falácias que são cometidas involuntariamente ´podem ser designadas como paralogismos, as que são produzidas de forma a confundir alguém numa discussão ou fundamentar alguma opinião, designam-se por sofismas.

Falácia, no geral, é um argumento, logicamente inconsistente, sem fundamentação, que falha na capacidade de demonstrar o fato ou sustentar uma opinião seja num discurso oral ou escrito. Não passa de uma mentira ou, pior, meia verdade, usada para convencer uma “massa” de leitores, telespectadores, seguidores, compartilhadores e curtidores.

No geral, engana-se pessoas alienadas com o uso de falácias, que até podem ser convincentes à primeira vista, mas se mostram falsos por causa disso.

Apelo à emoção

Em tempos de redes sociais que os diálogos mais parecem clássico Fla-Flu (aqueles de pebolim, cheio de bonecos inertes e na base da pancada!), a falácia denominada “Apelo à emoção” virou arma de batalha. Chega-se ao ponto de um ato criminoso como o estupro ter dois lados. Ter duas torcidas, ter batalhas “memoráveis” e verborrágicas, tudo fundamentado no apelo à emoção, racionalidade ZERO.

Este gênero de falácia é bom para tudo, para o medo, inveja, ódio, pena, orgulho, prepotência, verborragia, autoritarismo (embora este atributo seja mais forte em outros gêneros), mas com uma coisa em comum: A manipulação de mentes fracas.

Argumento ilógico

Um argumento coerente e lógico pode provocar sentimentos emocionais, e isto não invalida o argumento, mas coloca sob suspeição os motivos para que determinado argumento seja usado.Embora esta falácia pareça simples de identificar, é das mais perigosas. Quando usadas sobre pessoas emocionalmente desestabilizadas, nem é necessário muita elaboração. Um argumento simples, válido, que faça um apelo à emoção de uma pessoa mesmo que não esteja relacionado ao fato que se deseja “provar”, é suficiente.

E, nesta linha, todos os humanos são afetados pela emoção, exceto sociopatas e psicopatas (categorias em profusão nas redes sociais).

É uma tática muito eficiente, mas altamente desonesta. Experimentamos muito desta falácia em tempos recentes, no Fla-Flu da política nacional. Pessoas, até com razoável formação cultural e de boa índole, passaram a usar as palavras ódio, preconceito, intolerância com tal facilidade que temos a prova real de que funciona. Muito cuidado com quem fala baixo, não usa palavrões, tem cara de hipócrita e é prestativo a quem está emocionalmente fragilizado.

Imagem: Debohemia.blogspot.com

 

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