Refugiados Olímpicos

Olimpíada dos refugiados

Olimpíada no Rio

Eu fui um dos que defendeu a Copa do Mundo de Futebol e a Olimpíada no Rio.

Na Copa do Mundo o vexame era esperado mas como não torço para a Seleção desde 1982, constatei que muitos dos problemas que ocorreram, de uma forma ou de outra, teriam decorrências que seriam ótimas para o país.

Para a olimpíada, minha visão era positiva, defendi o Rio, mas as preocupações e resultados diferentes. Torço para os atletas olímpicos e paralímpicos baterem todos os recordes possíveis e Impossíveis. Eles merecem.

E vamos fazendo o rescaldo da Copa do Mundo e preparando para a limpeza ética após a olimpíada. I hope !

Refugiados

Fiquei extremamente feliz com a iniciativa do COI (Comitê Olímpico Internacional) em divulgar a equipe de atletas que estão refugiados em vários países do mundo e que ganharam o direito de ter o hino e a bandeira olímpica protegendo-os.

Serão seis homens e quatro mulheres, que fugiram de seus países sob as mais diversas condições e que não abandonaram o esporte. Fico mais feliz em ver dois judocas africanos terem sido acolhidos no Brasil e treinarem para lutar por uma medalha olímpica.

Popole Misenga, do Congo, judo, refugiou-se no Brasil

Yolande Bukasa Mabikado, do Congo, judo, refugiou-se no Brasil

Rami Ani, da Síria, natação, refugiou-se na Bélgica

Yusra Mardini, da Síria, natação, refugiou-se na Alemanha

Yiech Pur Biel, do Sudão do Sul, atletismo 800m, refugiou-se no Quênia

James Nyang Chiengjiek, do Sudão do Sul, atletismo 400m, refugiou-se no Quênia

Yonas Kinde, da Etiópia, atletismo maratona, refugiou-se em Luxemburgo

Paulo Amotun Lokoro, do Sudão do Sul, atletismo 1500m, refugiou-se no Quênia 

Anjelina Nada Lohalith, do Sudão do Sul, atletismo 1500m, refugiou-se no Quênia

Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul, atletismo 800m, refugiou-se no Quênia

Resultados

Em tempos que refugiados morrem aos milhares, afogados sem colete salva-vidas no meio do mar, eu desejo a estes guerreiros (as) a melhor sorte do mundo. Não me incomodaria em ver um destes refugiados ganhando uma medalha, mesmo que o atleta seguinte e que não ganhar a medalha seja um brasileiro.

Ficarei mais do que emocionado caso terminem as provas com altivez e honestamente. A causa dos refugiados merece.

Foto: Revista Exame

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