Autônomos Livres

Crise: Empreendedores despreparados (6)

A ideia desta série de posts com este tema é apresentar situações que todo empreendedor ou candidato a patrão deveria parar e pensar, antes de sair culpando os outros pelas dificuldades de um negócio próprio.

Deixar a carteira de trabalho pra trás e empreender ou virar patrão exige muito mais do que conhecimento do ramo. Aliás, a maioria dos que aventuram no mundo do patronado se dão mal no ramo que julgam conhecer. Quem se dispõe a aprender, a entender o que é gestão, aumentam as chances de não naufragar.

Nesta edição, abordo a linha da análise .daqueles empreendedores que se julgam administradores mas só na fartura. Acreditam que a estória da cigarra e formiga não pode ser aplicada no mundo real, pessoal e profissional.

Desempregados

É muito comum o trabalhador que tem muito tempo de profissão, ao ficar desempregado e receber verbas rescisórias que indicam a possibilidade de independência e aposentadoria da carteira de trabalho, receber as indenizações e usar tudo a que tem direito (e um pouco mais) do seu FGTS, Aposentadoria, verbas rescisórias. e afins, para montar ou comprar seu próprio negócio.

Risco

O trabalho autônomo, ou a caracterização de uma microempresa individual (MEI) que, tradicionalmente abriga os profissionais demitidos num primeiro momento, em tempos de crise pode não ser uma boa opção, pelo contrário, se o novo patrão ou autônomo não for afeito a planejamento e análise de risco, vai ficar em apuros, sem dinheiro,.sem trabalho e com dívidas.

Cuidados

Trabalhar por conta-própria foi,em determinado momento da economia, uma solução apropriada. A carência de prestadores de serviços individuais, o aumento da demanda de pequenos negócios locais, a qualificação de muitos trabalhadores demitidos e que davam lugar a profissionais mais novos e mais qualificados, sombreou a questão do desemprego.

A bolha estourou.

O trabalhador demitido, ou que adira a algum programa de demissão voluntária deve, nos próximos meses ou anos, deve separar boa parte de sua rescisão para quitar débitos que incidam juros, deve fugir de financiamentos, deve quebrar cartões e cortar talão de cheques, ou fazer uma poupança de verdade, com investimentos sólidos com baixo retorno mas confiáveis.

Acreditar que a saída para o desemprego é investir tudo em um negócio, especialmente aqueles em que não tem o domínio dos serviços e produtos, é roubada. Cuidado redobrado com espertalhões e correntes de sucesso em que “… com seis meses e um pequeno investimento, você será autônomo-diamante …”.

Assim como Ícaro e Dédalo, este momento exige voos mais contidos e sem arroubos juvenis. O sol está muito forte.

Como diria o caminhoneiro: É CILADA BINO !

Foto: Gazeta do Povo (PR)

 

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