Carro de Assassino

O fim do mundo (9)

Série

Tinha pensado que este tema seria plausível uma vez ao mês, com coisas absurdas aos olhos de todos.

Estou assustado com coisas absurdas que muitas pessoas começam achar normal. Não sei qual o poder da mídia nesta confusão toda. Sei que muitas coisas que nem seríamos informados, hoje batem à porta da nossa telinha sem que autorizemos.

Assim, O Fim do Mundo virou série.

Na própria pele

Muitos anos atrás, estava andando de bicicleta numa avenida marginal do Anel Rodoviário, no mesmo sentido de direção do tráfego, quando fui atingido por uma Brasília que me jogou no chão e acelerou para fugir do local. Com muito custo e ajuda de um motorista que passava no local, fui até minha casa, chamei um parente para me levar num hospital que atendia pelo meu convênio. Não quebrei nada mas as escoriações foram graves. O médico do convênio deu uns remédios e disse que eu poderia trabalhar no dia seguinte. Como não fiquei satisfeito, procurei o pronto socorro, tirei radiografias, fui devidamente medicado e ganhei alguns dias de licença para curar as feridas. Poupa-los-ei de ver as imagens e de outros detalhes sórdidos.

Selvageria

Em 2013, em plena Avenida Paulista, um estudante de psicologia (isto mesmo, que cuidará da cabeça de outras pessoas!) atropelou e decepou o braço de um ciclista, andando com o braço decepado e jogado o membro num córrego. Comoção geral. Mas como o dito cujo tem dinheiro, não cumpriu nenhum dia na penitenciária e teve suas penas diminuídas até saírem do notíciário. Desnecessário dizer que o estado de embriaguez do criminoso passou ao largo do processo, mesmo sendo detectado vestígios de álcool no meliante.

Bandidos à solta

Domingo passado, um ciclista trafegava pelo acostamento da imigrantes, dirigindo-se ao seu local de trabalho, foi atropelado, teve o braço arrancado, o meliante ao volante fugiu e foi capturado para responder por homicídio, omissão, fuga e ocultação de cadáver (ou pelo menos parte do corpo). Fico pensando que tipo de educação um animal destes oferece aos filhos. Deveria haver uma injeção para esterilizar gente desta espécie, pelos menos não procriariam.

Até aí, caímos na banalização de crimes de trânsito.

O que fiquei impressionado, e que, na minha opinião, decreta o fim dos tempos, é a desfaçatez e canalhice do atropelador ao responder aos repórteres sobre o que aconteceu e como ele fugiu em alta velocidade com o carro em condições precárias, cometendo infrações de trânsito, como jogou o pedaço do braço fora e porque não comunicou o sinistro a ninguém. Só alguém muito imbecil para acreditar no meliante.

Quando criminosos se sentem suficientemente tranquilos para irem diante das câmeras falar o que o mencionado bandido declarou, é sinal claro.

O mundo acabou !!!

Foto: UOL

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