Parque das Mangabeiras

E o patrimônio municipal ?

Alguns detratores meus dizem que vou morrer marchando sozinho. Talvez seja um diagnóstico real. Eu não diria que sozinho, mas, certamente, não faço parte da patuleia que aceita a tudo e só vê como “verdade” aquilo que é noticiado pelo Willian Bonner.

Venho falando neste espaço sobre a questão da Pampulha, hoje a maioria da população de Belo Horizonte comemora o reconhecimento feito pela UNESCO. Tenho certeza que o alcaide vai usar esta título na campanha política de seu sucessor. Este reconhecimento NÃO É originado pelas políticas públicas deste mandatário.

Permissão de Uso

Quero ajudar a denunciar mais um abuso deste alcaide.

Depois de abrir licitação para beneficiar, mais uma vez, empresas exploradoras de estacionamento, no caso do Parque das Mangabeiras, que inviabilizou a realização de diversas atividades naquele espaço, agora ele age para privatizar mais um espaço público, cometendo até crimes ambientais.

Diz o edital FPM Nº 003/2016

2. DO OBJETO Constitui objeto deste certame a permissão onerosa de uso de espaços públicos no interior do Parque das Mangabeiras, para fins de exploração de atividades de entretenimento, gastronomia e propaganda, na forma e especificações do edital e seus anexos. 3. PREÇO DE REFERÊNCIA – Lance mínimo O lance mínimo a ser ofertado deve ser de R$40.000,00 (quarenta mil reais) por mês.

Parque das Mangabeiras

Não vou nem entrar no mérito da questão da “tirolesa” (a maior do planeta e blá-blá-blá), nem no valor que foi vencedor. Quero mostrar para a população de Belo Horizonte que as intervenções que alguns mandatários fazem para outros prefeitos pagarem ou para beneficiar empresas privadas ligadas a financiadores de campanha nem sempre são benéficas para a população.

Mesmo que não seja uma comparação apropriada, o reconhecimento da UNESCO esteve sob risco graças ao “puxadinho do Iate” (já abordado em post aqui) que foi feito com autorização e cumplicidade de algum prefeito, para uso privado, de área pública e foi objeto de teatrinho do prefeito para “garantir” o reconhecimento da UNESCO e não vai darem nada. Tudo com dantes…

A população não vai ficar sabendo de nada. A mídia comprometida, omissa, conivente mostra aquilo que é de sua conveniência e de seus parceiros políticos.

Evolução

Queria sugerir que a população de Belo Horizonte, mesmo que não sejam frequentadores do parque (fica o convite para visitar ao menos uma vez, antes que acabe) e todos aqueles que se preocupam com questões que podem prejudicar ou beneficiar a sociedade, leiam sobre o assunto, posicionem-se sobre o que está sendo feito com o parque. Visitem blogs e sites que informam sobre a estrutura de lazer e preservação ambiental na Serra do Curral (tenho vários posts sobre os assuntos).

Temos que evoluir em todos os sentidos, colocando atrações nos espaços públicos (como uma tirolesa) mas, principalmente, avançando na disponibilização do espaço pela própria população. Cercear o uso dos próprios habitantes é limitar o acesso inclusive dos visitantes.

Convido a todos a entenderem do assunto e se posicionarem. Caso discordem dos termos e como estão sendo feitas as ações da Prefeitura, recomendo ajudarem a quem discorda do modus operandi da Fundação de Parques do município,assinando a petição eletrônica no AVAAZ – Preservação do Parque das Mangabeiras.

Oposição

Os moradores vizinhos aos parques municipais (desde o Mangabeiras até o Zoológico) tem discutido a “privatização” travestida de “licença de uso” promovida pela PBH. A população de Belo Horizonte não pode deixar somente nas mãos dos vizinhos dos parques o enfrentamento desta situação.

Todo cidadão belo-horizontino tem o dever de se posicionar,  nem que seja para apoiar o prefeito e sua trupe e depois responder aos seus filhos porque apoiou este crime contra o munícipe.Discordo da visãode alguns que acham que “a população de Belo Horizonte tem discutido …”. Tem discutido nada. 90% da população nem sabe o que está acontecendo. Nem sabe o que significa o reconhecimento da UNESCO.

Foto: Fernando Rabelo

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