Bolão do Atentado

O Fim do Mundo (10)

Série

Tinha pensado que este tema seria plausível uma vez ao mês, com coisas absurdas aos olhos de todos.

Estou assustado com coisas absurdas que muitas pessoas começam achar normal. Não sei qual o poder da mídia nesta confusão toda. Sei que muitas coisas que nem seríamos informados, hoje batem à porta da nossa telinha sem que autorizemos.

Assim, O Fim do Mundo virou série.

Banalização

Estou ficando mais do que assustado. A violência foi banalizada de tal maneira que quando algum apresentador de telejornal, ou aqueles histéricos de programas sensacionalistas, fala sobre um crime, berra com criminosos e suspeitos (desde que sejam pobres), desfia seu rosário de impropérios, não vemos reação nas pessoas. Virou normalidade.

Vemos falcatruas e exemplos de corrupção e as prisões são seletivas. Um chilique da bonitinha do deputado da moda é notícia de jornal e capa de revista por semanas. Um crime contra agências bancárias virou cena de seriado de TV. Banalizou.

Fim do mundo

Aconteceu, oito meses atrás, um crime ambiental e contra pessoas em Mariana (MG) – a Samarco negligenciou quesitos de segurança – (objeto de outra série neste blog). Em momento muito próximo aconteceu atentado terrorista na França. Mais importante a França do que os mortos e prejudicados no Brasil. Crime ecológico? Coisa de ecochatos!

Agora vejo, no Rio de Janeiro, capital do jogo do bicho, uma espécie de apostas fake das Olimpíadas. Enquanto casas de apostas no mundo aceitam apostas de medalhas individuais e de países, na cidade “maravilhosa”, que sedia a olimpíada, aparece o Bolão do Atentado, espécie de aposta em que cada cidadão (?) interessado aposta em que dia ocorrerá um atentado durante as olimpíadas.

De boa? Mesmo que digam que é falso, que digam que é humor negro, acho o fim do mundo e de uma sociedade.

Fecha o pano ! Lacra !

Reprodução: Internet

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