Vitimas - Não foi acidente

Não foi acidente (13)

O tempo é senhor da razão? Depende!

Uma barragem da mineradora Samarco, localizada no município de Mariana (MG), controlada pela Vale (Multinacional de origem brasileira privatizada) e BHP (mineradora de origem australiana), rompeu-se no dia 5 de novembro de 2015, deixando um rastro de 19 mortos (um corpo ainda não encontrado) e o maior desastre ambiental, não natural, do Brasil e possivelmente do mundo, nos últimos tempos.

Crônica de um crime anunciado. Crime que segue cheio de desculpas, cheio de atos duvidosos, cheio de enrolação. O mar de lama mais do que poluiu a bacia do Rio Doce até a sua foz, no Espírito Santo. O mar de lama atingiu profissionais e prestadores de serviço que omitiram, adulteraram e sonegaram informações reais de todo o processo. O mar de lama segue matando e prejudicando pessoas.

Confirma-se o crime ambiental e contra a vida humana e as atitudes e comportamentos de autoridades se mostram deploráveis a cada anúncio de “novidades” sobre o caso. Não vamos nos esquecer. Não somos a mídia comprometida.

Licenças ambientais

Este negócio de Licença Ambiental é uma praga. Deveria ser a salvaguarda para a população de que as exigências de proteção e sustentabilidade São cumpridas. Mas não passa de mais um canal de achaque e corrupção. Se houvesse correição sobre estes fiscais e pessoal que libera estas licenças, estariam todos presos. Deveria haver presídios no meio da floresta amazônica (Santarém é uma boa região) para criminosos que recebem benefícios para burlar a lei.

As licenças ambientais já concedidas ao Complexo Germano, da mineradora Samarco, onde ocorreu o rompimento da Barragem de Fundão, foram temporariamente suspensas, em caráter liminar. A decisão é do juiz titular da 1ª Vara da Fazenda Pública Michel Curi e Silva, que atua em substituição na 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte. A suspensão vale até a intimação das partes e uma nova manifestação da Justiça.

Ou seja, mais do “me engana que eu gosto”. Legal a suspensão. Temporária e precária. E só para o Complexo de Germano. Enquanto isto a Vale vai caminhando para conseguir uma superlicença e ameaçar o Rio das Velhas e todo um manancial da Grande BH.

Recuperação do Rio Doce

Condenada a arcar com as despesas de recuperação da bacia do Rio Doce, desde a Barragem de Fundão até a foz no Espírito Santo, a Samarco recorreu do valor de R$20,2 Bi que está numa ação movida pela União e pelas unidades da federação Minas Gerais e Espírito Santo. O que será que a Vale e a BHP, estão pensando? Deveriam é começar a recuperar e dizer aos seus acionistas que a conta a ser paga é muito maior do que o pedido do MP e estados.

Nem ao menos começou a restituir a vida às pessoas e quer “desconto” na conta? Desonestidade é pouco!

Fugindo da Rsponsabilidade

Segundo a Samarco,, 290 famílias são assistidas no que se refere ao aluguel de casas mobiliadas, outras 310 famílias recebem o cartão de auxílio financeiro, 15 famílias receberam a indenização de R$ 10 mil por perda de moradia não-habitual (casa de fim de semana, sítios, entre outros) e outras 277 famílias receberam a indenização de R$ 20 mil referente à perda de moradia habitual, só na região de Mariana.

A 2ª Vara da Comarca de Mariana analisa a ação civil pública do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acusando a Samarco, Vale e BHP, de descumprirem acordos feitos com as vítimas. As empresas acusadas não cumpriram o acordo com 105 famílias, em relação a indenizações e outros auxílios. A Samarco utiliza de meios jurídicos imorais, como anunciar que não foi notificada, para procrastinar o pagamento que é devido e que, diga-se de passagem, pode beneficiar alguns mas não cobre muito das perdas da maioria.

Continuaremos a nossa luta. Não nos esqueceremos !!!

Imagem: DA Press

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