Mal Educado Profissional

A um passo da mediocridade

A questão da educação é pilar e base para tudo na vida. Podemos dividir, grosso modo, o que chamamos de educação, em duas vertentes: Educação formal, educação familiar. E aqui não vamos confundir educação com nível cultural ou quantidade de títulos e diplomas.

Educação formal

Também conhecida como escolarização, seria o instrumento que pavimentaria o desenvolvimento social, econômico e cultural de um povo no país. Seja aquele obtido na escola pública ou privada, seja o transmitido por linhas leigas ou religiosas, seja ele técnico ou humanístico. A ideia é que sem isto para grandes massas, universal, nãoseria possível avançar.

Educação familiar

A educação familiar começa bem antes da escolarização, deveria estar assentada na premissa de transferir padrões éticos, culturais e morais que promovesse o equilíbrio entre o poder e o dever, entre as obrigações e os direitos de uma criança que será colocada na sociedade. Cabe aos pais, ou núcleo familiar esta educação, desde a formação do conceito de famílias dos povos antigos, mesmo que tenham sido criados de forma patriarcal.

Mistura de canais

Em aparelhos de TVs antigo, e com defeito, um canal misturava com outro e a coisa ficava ruim de ver. A educação deveria começar na família, na sequencia introduzir a educação formal, e as duas juntas formarem o cidadão. A partir do momento que pais começaram a delegar a educação formal para a TV ou para a “tias”, a coisa degringolou.

Sociedade carcomida

Hoje parece comum pais que pensam em mudar o mundo a partir da superproteção dos filhos e com a teoria de que fazendo todos os desejos de uma criança malcriada tudo se resolve.

A escola formal tem que segurar barras que chega-se ao cúmulo de professores serem atacados pelos pais por desvios que deveriam ser evitados e corrigidos por eles. Padrões éticos são obtidos de maneira equivocada pela ausência dos pais e família. A educação e preparação para a vida profissional deveria se fundamentar nas premissas da escola familiar e da formal.

A situação agrava-se quando estes desvios éticos e morais chegam à vida adulta e proporcionam que profissionais, até com vasta bagagem acadêmica, cheguem às empresas e no mundo profissional completamente mal educados, com vícios e péssimos hábitos.

Segundo Mário Cortella, filósofo e escritor, o efeito isto é que estes profissionais chegam as empresas muito novos, provocando confrontos de gerações, gerando  conflitos empresariais com seu imediatismo e individualismo, esquecendo noções básicas de hierarquia, respeito, compromisso, demonstrando a péssima educação recebida e desafiando profissionais como se estivesse desafiando os pais como criança birrentas e mimadas.

Estes profissionais agem como crianças mimadas que podem gritar com os pais e agredi-los, mas não deveriam. Normalmente elas gritam ou agridem quando são contrariados nas suas vontades. Acham que vão mudar as empresas a partir de suas vontades e premissas. Desrespeitam os trabalhos alheios. Quando se veem deslocados, partem para a falácia de serem empreendedores com a ideia de que terão independência e não terão “pais” a contrariá-los.

A educação formal expandiu-se de maneira absurda. Se a 40 anos atrás somente 1 em cada 1000 que terminavam o ensino básico terminariam um curso superior, hoje, no Brasil, é possível que os indicadores tenham explodido e invertidos. a sociedade brasileira expandiu, pela formação de grandes centros urbanos, o desenvolvimento da indústria e dos serviços e a expansão do setor público e privado. A educação formal evoluiu. A educação familiar retrocedeu. O preço a ser pago por estes meninos mal-educados será alto. Altíssimo ! Já está acontecendo.

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