Estudo e Intercâmbio

Sem fronteiras

Tenho acompanhado com muita preocupação a questão de limitação e diminuição de verbas destinadas à pesquisa e incentivo à pesquisa de jovens.

Programas como o Ciência sem Fronteiras permitiram que iniciássemos pesquisas ampliadas, que alunos voltassem em número maior para o Brasil do que em tempos anteriores. Não conseguiremos evoluir a patamares de países muito menores que a gente pois sem a pesquisa em larga escala não tem como avançar.

Intercâmbio vai ser a opção mais em conta. E os perigos destes intercâmbios estão aumentando. Mas talvez seja o preço a ser pago pelos alunos e interessados quando parte dos estudantes fizeram pouco caso e mal uso dos recursos destinados ao estudo no exterior. Os relatos são terríveis.

Aí, quando a opção for ser intercambista, alguns cuidados devem ser observados:

As grandes cidades e grandes instituições de ensino passam a ser proibitivas e países “alternativos” podem ser opções mais interessantes. Irlanda, Escócia, Portugal, Espanha, Nova Zelândia e suas pequenas cidades, que tenham a menor quantidade de estrangeiros.

A questão da hospedagem é determinante. Hospedar nas faculdades dificultará a adaptação pois muitos estarão nas mesmas condições e ameaçados pelos vícios da não adaptação. Hospedar em residências de nativos é a melhor opção, desde que os receptores tenham disposição e não estejam interessados somente em dinheiro fácil de aluguel de quarto. Cuidado com as empresas agenciadoras aqui no Brasil.

Cuidado ao escolher o curso, dependendo do país e da carga horária, não se desfruta do conhecimento da cultura e dos hábitos do país que se está estudando. Escolas são meio que tradicionais em todo o mundo, algumas piores do que as outras. Para ficar em horário integral em uma escola, alguns pré-requisitos devem ser bem analisados e avaliados.

Alguns países possuem um rito de acolhimento interessante e eficiente. Idosos costumam introduzir o estudante no idioma de maneira gratuita. Caso não seja a prática no país de destino, procura sempre conversar com aposentados e pessoas mais idosas, eles tem todo tempo do mundo, tem curiosidade na nossa cultura e paciência para acompanhá-lo com muita qualidade.

Faça sempre cursos de mais de seis meses, faculdades brasileiras tem feito “sanduíches” por períodos curtíssimos, Estes intercâmbios e cursos tem lá sua utilidade mas a eficiência é questionável. Obtêm-se um certificado e,via de regra, pouco “caldo” de cultura e conhecimento, em estudos de curto prazo.

 

Infelizmente, existe muita embromação em cursos e intercâmbios em que o certificado ou diploma é o objetivo máximo. A educação brasileira estava aumentando as opções de jovens cientistas,parece que ficaremos pelo caminho, mais uma vez.

Imagem: Reprodução Internet

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