É uma cilada

É cilada, Bino !!!

Na segunda que vem (5/9) estarei participando de uma atividade que ajudei a construir. Vou a uma palestra em que o tema a ser discutido será o Crowdfunding. E isto só foi possível porque pessoas que entendem o espírito original da temática, ajudaram a construir.

Construção coletiva

A ideia central do crowndfundind é a composição das palavras crown (multidão) e fund (fundos/recursos) onde o pouco vira muito, no popular, a união faz a força.

Destinado inicialmente a prover de fundos aquele projeto legal de quem você confia e percebe que faltam recursos, por exemplo, aquele amigo músico que não tem dinheiro para gravar uma música com qualidade, ou aquele projeto de educação móvel que precisa de um veículo e tecnologia para que seus voluntários possam sair ensinando mundo afora mas não tem recursos para o veículo e para sustentar o projeto.

Esta era a ideia original.

Mutatis mutandis

Esta expressão do latim tem sido vilipendiada há séculos no pais. Transformou-se no “jeitinho brasileiro” ou “levar vantagem, certo?”. Não é somente no Brasil. No mundo inteiro. Mas os picaretas e aproveitadores são mais “criatvos” no Brasil.

Os projetos e as plataformas de crowndfunding vão surgindo à medida que um projeto não encontra financiador ou não consegue virar uma “app” de sucesso. Aquilo que era, por exemplo, para permitir a autores a independência de editores e livrarias, virou espaço de gente que tem dinheiro, fazer com que outros caiam na lábia para colocar seu dinheiro em trocas por “espelhinhos”

Até as plataformas estão dando seu jeitinho. O que antes era base principal do crowdfunding (se não conseguir a meta financeira no prazo, o projeto não é aceito) foi “flexibilizado”. Virou tipo, me dá um dinheiro aí. E não tem nem espelhinho, vai um pente?

Cilada

A cilada da vez chama-se Zebeléo, um projeto que pretende arrecadar R$200 mil para fazer uma Hamburgueria Gourmet e oferece como “recompensas” aos colaboradores um hamburguer e fotografia com os “idealizadores” do projeto.

Capitaneado por Bel Pesce, a “menina do vale”, Léo Young, ganhador do “Masterchef” e Zé Soares, blogueiro gourmet, este projeto serviu para desnudar este tipo de cilada. Virou hit falar do assunto (SIM, eu também não posso perder a oportunidade).

Quando surgia a menina do vale, comprei o livro e fui ler a história dela. Emocionante. Mas como diz um amigo, a “conta” era de chegada… igual contador acertando balancete… aumenta de um lado e diminui do outro. A menina era uma falácia. Mas como brasileiro ADORA falácias, fez sucesso.Jô Soares, Ana Maria Braga (Globo, hein?), Veja, Folha de São Paulo. Digo, há décadas, que tenho o maior medo de sair na capa da revista EXAME (Abril, hein?). Desde a adolescência vejo capas da Exame protagonizarem grandes escândalos e fraudes. Comecei a falar da Bel Pesce e logo me taxaram de invejoso e outros atributos. Larguei pra lá.

Agora quando vejo a própria Bel Pesce pulando fora do projeto Zebeléo, tenho a certeza. Ela sair fora pode ser a cilada maior. Alguém pode imaginar que ela saindo não contaminará o projeto. O problema não é só ela!

É CILADA, BINO !!!

Charge: Benett

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