Chefia Líder

Chefe – Empregos em perigo

É cada vez maior o número de trabalhadores com menos de 30 anos que se rebelam nas empresas. Quase todos jovens adultos que se formam, em especial aqueles que só estudaram até os 23~25 anos, que nunca trabalharam e que mal fizeram um estágio não-remunerado, entendem que qualquer empresa deve se moldar àquilo que ele aprendeu na escola e não ele se adaptar às regras e forma de trabalho das corporações, médias e pequenas empresas.

Mais do que um conflito de gerações, na atual conjuntura, temos que este pessoal acabou de chegar e quer ir na janelinha. Enquanto estavam na faculdade, viam como trabalham os jovens em empresas como Google, Facebook e algumas outras e acham que todas as organizações modernas e bem sucedidas no mundo são como estas.

Desta maneira, faz-se necessário explicar a situação de relacionamento com uma coisa chamada CHEFE. Muitos jovens trabalhadores pensam que CHEFE é um pai ou uma mãe que entende o que ele estudou e o que ele fala.. Pensou assim se ferrou.

Confusões

Estas confusões profissionais tem empurrado alguns (eu diria muitos) dos jovens trabalhadores rumo ao empreendedorismo oco. EM breve abordarei o tema como detalhes. Agora, falaremos do risco de confundir postura de chefes e colocar o emprego em risco.

Chefe bom x chefe bobo – Existem chefes bons, chefes bobos, chefes submissos, chefes exigentes, igual ao professor. Na escola, o professor é quem Impede as notas máximas, na empresa é quem exige a máxima  produtividade e resultados. Não abuse! Muitas vezes um chefe, aparentemente bobo, será um bom chefe com quem mereça. Converse, compreenda as dificuldades da equipe, coopere.

Chefe x Amigo – É possível que chefe e subordinado possam, eventualmente e não obrigatoriamente, serem amigos. É saudável ter um bom relacionamento, entre colegas de equipe e entre chefe e subordinados, entretanto, não é comum, o jogo de interesses pessoais é difuso. A diferença entre ser solícito e ser puxa-saco é mínima.

Chefe x Inimigo – Da mesma forma que não pode ser amigo muitas das vezes, a existência de inimizades contamina o ambiente profissional. Na maioria dos casos, o conflito de gerações e a competição imprópria para alguns ambientes, é determinante para criação de inimizades que contaminam cada projeto. Não pode ser imparcial, não atrapalhe a empresa que precisa de bons e cordiais relacionamentos.

Cobrança x Assédio – Em tempos de politicamente correto, assédio sexual é crime e Assédio moral suscita processos muito chatos. É necessário cobrar dentro dos limites do projetado, especialmente para o plano de Implantação. Mas, a partir do momento que o subordinado tem planos próprios e deixa de cumprir obrigações mínimas, surge a cobrança forte que pode parecer assédio. É curioso que muitos subordinados cumprem determinações erradas com a ideia de que agradando seu chefe estará tudo bem. Pelo contrário. A corda rebente para o lado mais fraco.

Trabalho x Clube de Amigos – Colegas de trabalho são colegas de trabalho. Podem virar amigos, em última instância, casamentos em trabalho podem até misturar famílias. Aí o perigo de achar que a empresa é um clube e a carreira profissional e pessoal ser confundida com as relações corporativistas. É comum contratar-se um amigo em detrimento de um profissional “nota dez” em determinado assunto. Algumas empresas incentivam que o novo contratado tenha um “padrinho”. Cuidado, clubes sociais (que não estão la estas coisas) podem ter defecções que o clube, como um todo, fique prejudicado.

Competitividade x Inimizade – Muitos profissionais somente conseguem sobressair-se passando por cima de outros. Pouco ético, mas é um #fato. Departamentos geram uma competição que influencia até em inimizades. Jogos de empresa não são feitos para vitórias e conquistas individuais. Cargos Executivos não são troféus de disputa e competitividade cotidiana. Qualquer organização que aceita a competitividade individual gerando inimizades, está fadada ao fracasso.

Imagem: Charge King

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