Mea Culpa

Quia peccavi nimis cogitatione verbo, actus et omissiones

Tá faltando um mea culpa.

Neste momento, além da crítica da direita e dos oportunistas de plantão, com desqualificação de tudo que se diz, chegando ao ponto de neófitos de redes sociais questionarem um ou outro canal da mídia pelo nome ou relevância histórica do canal, temos uma situação em que a própria esquerda não concorda com responsabilidades objetivas e gasta mais tempo tentando responder questões que nem deveriam demandar tempo para resposta.

Acusa-se as pessoas pelo canal que utilizam ou pelo histórico e simbolismos de algum tema que deveria ser debatido. Entre sofistas, este diversionismo tem nome: erística. Entre os pobres mortais, é um vale-tudo. Os paralogistas estão nadando de braçada. Nem interessa o tema em discussão, vale a (des)qualificação prévia.

Mas, considerando o golpe como favas contadas, a briga passou a ser pelos “powerpoints” motivacionais. Aí daqueles que ousarem questionar a sapiência e qualidade dos iluminattis do Poder Judiciário.

Aqui cabe um mea culpa.

Imaginamos (aqui me incluo no rol de homens e mulheres de esquerda) que o fato de ter maioria de votos nas eleições era suficiente para avançar na qualidade dos votantes, era suficiente para evitar a lavagem cerebral que a mídia de massa proporciona, era suficiente para criarmos massa crítica pensante ou pensadores “off box“.

Errei(amos) feio.

Agora não adianta reclamar. O castigo maior ainda esta porvir. Grande parcela do potencial eleitorado brasileiro (todos aptos a votar acima de 16 anos) está como na música: “Só quero saber do que pode dar certo” ou está com preguiça demais para qualquer coisa que exija uso do cérebro ao invés do fígado.

 

Mea culpa só não resolve.

Ao errar feio, reconhecemos que novos caminhos devem ser trilhados. Acusações de que queremos doutrinar serão uma constante. E pior, muitos neófitos de 140 caracteres estão a defender teses a partir de 140 caracteres, e tão somente em 140 caracteres. O debate pode ter retrocedido ao menos 32 anos, por baixo, e em condições muito piores do que as estabelecidas na década de 80.

Quem viver verá !

Imagem: www.destepti.ro

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