Bandido bom é...

Bandido bom é …

Como assim? Existe Bandido “bom” ?

Recentemente, tenho participado um pouco mais de debates, talvez fosse melhor dizer de momentos em que cada um tenta ajustar suas opiniões sobre fatos recentes e futuros, que falam de política e afins.

O mais recente começou com as perspectivas do “nosso” alcaide eleito. As opiniões versavam comparativamente sobre os eleitos em São Paulo, Rio de Janeiro e,obviamente, nos EUA.

O discurso pasteurizado é de que “todo mundo concorda que precisa punir quem rouba…” – lembra do “bandido bom” ?

Neste sentido o debate esbarrou em outros crimes comuns, no preconceito contra torcidas organizadas, contra pobres, contra desempregados. Aí, me deparo com um discurso que diz que “… o cheque de um milhão já foi esclarecido pela justiça e o que significa um cheque de 1 milhão para os bilhões roubados pelo PT …”. Importante destacar que o debatedor diz que os esclarecimentos veiculados na mídia são suficientes para formar opinião.

Na minha visão, não existe bandido bom. Bandido, processado, condenado e julgado, tem que ser preso ou cumprir a pena determinada. Simples assim.

Vai faltar cadeia? Vai !

Vai ter maracutaia no Judiciário? Vai!

Vai ter advogados fazendo tudo por uns caraminguás? Vai!

Entendo ainda que justiçar as pessoas, como disse o mesmo interlocutor, de forma que “… tem que pegar e matar estes meliantes e prender estes defensores de bandidos …” é criar instâncias piores do que tribunais de exceção.

Então, como não temos pena de morte no país, e como tenho como conceito inicial que não existe bandido “bom”, temos que lutar para que o Poder Judiciário deixe de ser tão propenso a interesses parciais. Se organize a partir de gente competente e não de concurseiros incapazes de respeitar ordenamentos jurídicos. Temos que lutar por profissionais do Direito sérios espelhados nos poucos juristas e advogados sérios do país. Temos que prever uma mudança para o futuro e dar um jeito nesta farra de cursos de direito em cada esquina que despejam concurseiros país afora.

Abandonem este papo rasteiro de que “bandido bom é bandido morto” pois só revela a pobreza de espírito e mental de cada um que repete isto. Não consigo ver o país melhor depois do golpe, principalmente com projetos de lei de anistia de Caixa 2 sendo urdidos nos porões da plutocracia. Ao invés de criminalizar estão anistiando. Então, teremos, IMNSHO, um réveillon preocupante, e um 2017 que exigirá vigilância redobrada.

Imagem: Reprodução Internet

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