PEC 241

O fim do mundo (15)

 Série

Depois de vários meses e pouco mais de uma dúzia de posts sobre o tema, não fico mais assustado com coisas absurdas que muitas pessoas começam achar normal. Identifiquei que  o poder da mídia nesta confusão toda é enorme. E olha que a maioria dos absurdos não são sequer uma “notinha de rodapé”. As coisas que eram para ser bem humoradas ou tratadas como bizarrices de tolos e psicopatas mundo afora, já batem à nossa porta.

Acredite! É o fim do mundo, como diria a minha bisavó ! Assim, O Fim do Mundo virou série aqui no blog.

Com este post, pelo menos a princípio, encerro esta série que virou notícia comum.

Explicando os Maias

Sou adepto da teoria dos Maias, antiga civilização do continente americano. Eles previram, com bastante acuidade, não tenho como provar, mas adotei a convicção deles, que o mundo terminaria em dezembro de 2012, e terminou. Estamos fazendo a história da passagem. Engraçado é que, dias atrás, alguém até duvidou que os Maias existiram ou habitaram o continente americano. Nada que um Google não resolvesse. Esta era a ideia de uma série do tipo “É o fim do mundo”.

Pai mata filho

Uma notícia, dentre tantas outras que saiu nestas páginas policiais, na qual um pai, com formação acadêmica em engenharia, cujo filho estudava matemática numa universidade federal, logo ambos tinham qualificação e certo nível cultural, assassinou o filho. A propósito, a mãe, delegada aposentada, é o ponto de equilíbrio no conflito de gerações entre pai e filho.

Ok… Ok… Ok…

A vulgarização da violência indica para a maioria dos leitores e telespectadores que: – é somente mais um crime, dentre muitos, daqueles que só repercute quando é sobre gente “importante”.

Mas este crime é diferente.

PEC da Morte

O pai, motivado pela intolerância e irracionalidade, não queria o filho envolvido em manifestações e ocupações contra a PEC 241. Tanto pai como filho nem deveriam saber bem o que é esta tal de PEC, muito menos a 241.

O certo é que o pai foi atrás do filho, não conseguiu demovê-lo do propósito de se manifestar contra a PEC e acabou matando o filho. Logo após, suicidou.

Sim. Um pai mata o filho por causa do posicionamento sobre uma PEC. Maldita inclusão digital. Malditas alterações da Constituição.

“A violência não saciada

acaba sempre

por encontrar

uma vítima alternativa.”

(A violência e o sagrado – René Girard)

Reprodução: Internet

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