Analfabetos Digitais - A Epidemia

Analfabetos Digitais e Funcionais

Inclusão Digital

A explosão demográfica pós guerra Segunda Guerra Mundial e, com toda a certeza, a explosão informacional após o advento da Internet, especialmente nos países periféricos (fora do G8 – Primeiríssimo mundo), proporcionou um grande problema mundial, o crescimento do número de analfabetos digitais..

A chamada inclusão digital serviu para conectar povos de raças, religiões e culturas completamente diferentes. Entretanto, em função da globalização e expansão gananciosa capitalista, acelerou e ampliou o abismo entre classes sociais, gerando hordas de analfabetos digitais e funcionais.

Brasil dos Analfabetos Digitais

Desse modo, no Brasil, cidadãos que nem são reconhecidos como tal perante o Estado, tomam um CPF emprestado, e desfilam com um smartphone como se fossem habilitados para entenderem as informações que recebem. Mal sabem ler e escrever, ou seja, em outras palavras, são analfabetos completos, ipsis literis.

Se por um lado isto pode aparentar alguma evolução (ser o segundo ou terceiro país do mundo em número de celulares e ter um dos piores e mais caros acessos à rede mundial Internet), por outro, provoca um emburrecimento da população que começa a provocar efeitos daninhos. São vários os adolescentes que não sabem escrever o básico do básico, mas foram adestrados pelas redes sociais e usuários apressados ou imbecis.

Abordei, anteriormente, a questão da quantidade de analfabetos (aqueles que não sabem ler e nem escrever) no texto “Eleitor Analfabeto no Comando). O poder destes analfabetos durante as eleições é explorado de maneira perversa.

Em suma, perdemos a “guerra” para os déspotas que se aproveitam de analfabetos, de todas as categorias, para se perpetuarem no poder.

Aculturamento Digital

Ver pessoas estudando em uma faculdade e não sabendo diferenciar ou sabendo escrever corretamente palavras como “mal x mau”, “agente x a gente”, “em cima x encima”, “menos x menas”, “para mim x para eu”, “mais x mas”, chega a ser deprimente. E piora quando frequentamos redes superficiais e rasteiras, como o Twitter, que estes analfabetos digitais escrevem pouco, escrevem errado e se arvoram em conhecedores de política.

É compreensível e humanamente aceitável que as pessoas cometam erros. Entendo que quanto mais se escreve, o risco é maior. Ver as pessoas, especialmente no Brasil, aderindo em massa a microblogs de 140 caracteres porque escrevendo pouco e trivialmente corre-se menos risco de errar e existe a conivência dos interlocutores para erros que serão “apagados” em 3 (três) minutos, é desanimador.

Epidemia de Analfabetos Digitais

Está ficando pior a cada dia quando constatamos que estudantes de ensino médio se recusam a seguirem a profissão de professor. Professores são, cada vez mais, vilipendiados e desprezados no seu trabalho por políticos que deveriam agradecer por conseguirem ser eleitos com a alfabetização que tiveram (menos o Tiririca, é claro !).

Aí quando vejo gente pseudo esclarecida fazendo escárnio do uso da palavra presidenta; quando vejo o presidente golpista fazendo uso de mesóclises e afins, pensando ser um Jânio Quadros é o Fim do Mundo. Dessa forma, [e aterrorizante; ver congressistas e magistrados pensando em processar e condenar quem fala mal deles nas redes sociais.

Certamente, pensaríamos que o fundo do poço é logo ali, mas não é, o buraco é muito mais profundo e ainda não estamos nem na metade do caminho.

Temos uma ou duas gerações para chegar lá. Quando a mídia publica, em manchetes e até capas de jornais, erros crassos como o mostrado na imagem deste post, ou quando vejo reproduções de provas do ENEM;provas da OAB;anúncios de supermercados; fachadas de estabelecimentos comerciais, fico desesperado.

Será que tem jeito ou Tima Maia estava coberto de razão quando vaticinou que “Não pode dar certo !”.

 

Imagem: Reprodução Internet

 

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

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Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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