O meu é maior!

Chatonildos(as) de galocha

Outro dia, usei a palavra mimeógrafo num espaço em que havia muitas pessoas com menos de 30 anos. Após a conversa esfriar, observei que alguns trocavam olhares e não entendi. Depois de encerrada a prosa e o evento,  um dos mais novos, pouco mais de 20 anos, veio me perguntar o que era um mimeógrafo e para que servia. Foi legal contar algumas histórias, mas foi bastante educativo perceber que estou duas gerações defasado da turma que manipula smartphones como se manipulava uma máquina de datilografia (e não fazem nenhum “curso” !!!).

A bola da vez é a palavra galocha, dentro da expressão, muito comum duas ou três gerações atrás, CHATO DE GALOCHA.

Chato de Galocha

A expressão composta tem origem nas palavras chato e no calçado galocha, que era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. Existe a teoria de que a expressão significava que aquele chato era resistente e insistente, e que nada o atrapalharia na sua chatice.

A praga é que as redes sociais, especialmente estas de mensagens instantâneas que não exigem o mínimo de pudor e consciência, estão despejando chatos de galocha em todos os lugares.

Praga

O exemplar mais chato é aquele que não sabe de determinado assunto, não conhece de determinado assunto mas ao ouvir qualquer referência, cita alguma coisa que leu nas redes sociais ou nos portais de notícia. Comportamento sociopata de quem quer se enturmar, de quem quer mostrar que pode mais e sabe de tudo. Muito diferente de quem tem algum conteúdo e participa de debates mas com algum tipo de informação relevante ou que contribua para o debate.

Chatonildos(as)

Em certa medida, muitas vezes, tínhamos orgulho de sermos chamados de chatos. Sabem por que? Porque antes destas redes sociais rasteiras e poluídas de sociopatas, chato era aquele cara que mantinha suas convicções de forma radical. Quando os interlocutores pediam arrego era hora de nominar os radicais de “chatos”. Os chatos sem argumento eram chatos de galocha.

Os sociopatas podem ser de qualquer gênero. E são piores quanto mais sem argumento se apresentam. É quele tipo que tem a necessidade suprema de ter o pau maior do que o dos outros (analogamente deve ter equivalente para o gênero feminino – que me desculpem as mulheres que leem este post !), mas nas rodinhas de mulheres este tipo é presente.

Expandiram as possibilidades com as redes sociais. Estão insuportáveis. Sociopatas falam mal de uma pessoa hoje, amanhã falam mal de outra, na certeza de que as redes sociais apagam tudo. A briga ficou insana. Chatos querem ter razão, sempre, são insuportáveis. Devem usar galocha nos pés e algum tipo de galocha nas mãos ao usarem os teclados.

Estou esperando o avanço da tecnologia para comprar um espelho identificador de sociopatas de galocha e presentear algumas pessoas. Será que já existe?

Reprodução: Internet.

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