The West Tuiniquim

O “The West” Tupiniquim

The West – A Série

Deparei-me com a série-documentário “The West“, originalmente “The American West“, sobretudo ao pensar nas temáticas sobre o Brasil de hoje. Assistindo programas de TV que tratavam da aquisição de produtos (memorabília) da Guerra Civil Americana tive um clique.  Resolvi estudar um pouco da história estadunidense para entender um pouco da nossa história esquecida ou transformada.

A série retrata a história real, contada em grande parte pelos perdedores, dos EUA na segunda metade do Século 19. Enquanto o Brasil vivia seu período imperial, pós confusão de “Reino Unido de Portugal” ( tragicomédia de outros posts ) os americanos saíam de uma Guerra Civil que definiu os rumos daquele país.

O curioso é que os problemas eram quase parecidos (lá um país livre e nós uma colônia), mas a questão dos negros, índios, pobres, oligarquias, mulheres, desemprego, exploração, política e corrupção eram iguais. A diferença é que, ainda hoje, vivemos nosso “the west“. Um lugar onde a justiça não se faz pela lei.

Sem dúvida, o “The West” americano influenciou o “american way life“. A história passou-se lá quase 150 anos atrás e  nós, surpreendentemente, estamos vivenciando as mesmas lutas. E quem tem ideais é massacrado como fizeram nos EUA.

E a viagem começou !

Heróis da Resistência

Por outro lado, parafraseando o poeta-cantor, os meus heróis morreram, estão presos ou imobilizados e os meus inimigos continuam no poder e soltos. Um faroeste tupiniquim mesmo, que cem anos depois acontecia no Brasil e pode ser traduzido nas várias estrofes do poeta.

...
Dizia ele "estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há
'Tô precisando visitar a minha filha
Eu fico aqui e você vai no meu lugar"
...

Faroeste Caboclo - Legião Urbana

Os principais heróis da resistência, em “The West“, eram Jesse James, Billy The Kid, Crazy Horse, Sitting Bull (Touro Sentado). Enquanto isso, os bandidos, como Pinkerton, Buffalo Bill, Wyatt Earp, General Custer são vistos por muitos brasileiros e nativos americanos, como mocinhos. Trata-se de uma completa inversão de valores que, ainda hoje, protege os verdadeiros oligarcas e malfeitores. Eu chamaria estes defensores dos donos do poder de capitães-do-mato, como os que existem até hoje no Brasil.

Nunca tivemos nenhum herói da resistência, de acordo com a nossa história, que vem sendo contada pelos capitães-do-mato, a mando de seus donos. Depois de toda a saga norte-americana, viveram, no início do Século 20, nossos heróis, que foram excluídos do Império. Foram menosprezados e abandonados pela elite e oligarquias republicanas. Por exemplo, heróis como  Antônio Conselheiro, Lampião e Maria Bonita, resistiram até morrer. Assim como foram Zumbi dos Palmares e muitos Inconfidentes, eles lutaram a boa luta. Contudo, não foram compreendidos pelo “povão”. Sumiram dos livros de história.

Não podia dar certo !

Panákia

Enfim, conforme descrito no post “República da Panákia – Da Origem ao Futuro“, não podemos associar diretamente nomes e pessoas do Brasil a situações da República da Panákia. Mas podemos revisitar nossa história sempre e tudo nunca será mera coincidência.

Entretanto, a minha curiosidade é por saber como brasileiros viram adoradores do ethos americano, desconhecendo a história deles. E pior, colocam-se a arrotar sobre o que seria bom para o Brasil. Resolvi fazer analogias das etapas e enredo de “The West” aos nossos dias e aos nossos personagens. Com certeza, esta associação será através das leis e “panakian way of life“, para que ninguém se sinta ofendido.

Afinal, ficção em blog também é arte !

P. S. Este é um artigo de conteúdo estrutural que será sempre atualizado e complementado. Será utilizado permanentemente para associação com fatos e narrações do cotidiano, da Panákia e do ambiente social em que vivemos.

Imagem: Reprodução Internet

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