Teoria de Poder

A teoria de Poder

Filosofando

Sou neófito em filosofia, mas tenho lido muito sobre a teoria de poder de suas nuances. A Filosofia, sem a práxis, não resulta em avanços das ideias. Primeiramente, minha iniciação com a filosofia foi através de um pequeno livro (O que é Filosofia), muito básico e até certo ponto, complicado. Provavelmente, porque as minhas prioridades eram outras ou a linguagem era distanciada. Logo após, tive uma professora que usava o livro de duas autoras. Filosofando: Introdução à Filosofia, era o título chamativo. As mulheres, minoria no círculo de filósofos, conseguiram a minha atenção e compreensão.

Teoria de Poder

Nietzsche disse sobre a vontade de poder. Foucault via a arte de governar (pessoas com poder sobre outras pessoas) passava por saber se governar para governar os outros. Maquiavel escreveu sobre isto muito antes dos filósofos ditos modernos. Como resultado, temos toda a teoria formulada e comprovada, não temos é a compreensão das pessoas sobre a realidade.

Uma coisa é certa, desde o Homem de Neandertal que o poder é somente o que importa. O sujeito começa, ou não,  governando sua família, seus bens, seu patrimônio. Na sequência, exige que seus “subordinados” se comportem, e na ânsia de poder, quer governar um Estado, outras família e outras pessoas. Filósofos tentam explicar e mostrar às pessoas sobre as coisas naturais e não-naturais e os resultados tem sido pouco animadores.

Miolos de pote não conseguem entender !

Comunismo x Capitalismo

Desde a segunda metade do Século XX, a polaridade entre capitalismo e comunismo virou o mote para a disputa que resume a teoria de poder. Vejo verdadeiros filósofos de botequim, pregadores de púlpitos manchados, aprendizes de déspotas esclarecidos, falando de coisas como o Foro de São Paulo. Falam de disputas geopolíticas como se fosse o cerne da questão, mas não é.

A discussão é relevante, entretanto, no Brasil, torna-se completamente absurda. Portanto, as malditas redes sociais supérfluas e rasteiras promoveram uma falsa politização. Esta falácia coletiva, que proporcionou o segundo golpe da nossa pseudo democracia virou epidemia. Enquanto isto, os donos do poder no Brasil conseguem se manter vivos, desde as Capitanias Hereditárias e o corno do D.João VI.

O Golpe continua

Em primeiro lugar, é pouco produtivo estudar a teoria de poder se, na sequência, não é possível o debate. Os argumentos dos teleguiados é insuperável. Começam com “eu respeito todas as opiniões” e encerram, logo na sequência, como um ” já tenho opinião formada …”.

Não sei que foi o autor da frase as li ou ouvi e algum documentário: A briga entre Capitalismo e Comunismo permitiu que os poderosos continuassem poderosos, mas esqueceu-se do Fascismo, que vem crescendo no mundo inteiro. Consequentemente, os fascistas e seus lacaios avançam perigosamente, no Brasil e no mundo.

No Brasil, provavelmente, a mixórdia venceu. Com cristãos fazendo apologia da proliferação de armas nas mãos dos “cidadãos de bem”;  com despolitizados se apresentando como donos da verdade, mesmo falando que não possuem “bandidos de estimação”, provavelmente, não pode dar certo. Sobretudo, várias outras pérolas que pulam nas timelines e #trendTopics e, consequentemente, influenciando pessoas com menor capacidade cognitiva, podem ser a solução, não sabemos o final.

O mundo acabou em 2012. 2016 não vai terminar nunca. Ainda assim, nem com as eleições de 2018 conseguiremos, talvez um livro com o título “2016, o ano que não vai terminar nunca” deva ser escrito. Está difícil conseguir o poder dentro das nossas casas. BBB e autores de novelas mandam mais.

Charge: Ivan Cabral

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.