Briga no Condomínio Residencial

A vida num condomínio residencial

Os 5 “Cs” de um Condomínio

Acima de tudo, viver em comunidade é uma maravilha. Entretanto, num condomínio residencial, a diferença entre o céu e o inferno não dependem da classe social. Nem tampouco dependem das escolhas políticas, religiosas, futebolísticas. Dependem, e estão diretamente relacionadas, com a educação recebida e da forma como nossa sociedade tem involuído.

Depois do advento da praga do Whatsapp, as reuniões presenciais viraram baixaria e irracionalidade, online e instantânea.

Alguns “especialistas” em gestão de conflitos numeram as pragas de um condomínio residencial (os C´s) campeões de baixarias e conflitos entre vizinhos. São eles (em ordenação alfabética, como forma não valorando pois muda de condomínio para condomínio – muda somente o CEP):

  • Cachorro (não as cachorradas, mas os animaizinhos);
  • Calote (dívidas junto ao coletivo);
  • Cano (não figurativo, mas tudo que não seja, assim por dizer, um mico nos tubos e encanamentos);
  • Carro (este sim, literalmente, associado a vagas de garagem);
  • Criança (Uma praga para quem não tem ou quando se trata dos outros).

As Avenças

Apesar de que nem tudo é tão ruim que não possa piorar. Já morei num condomínio residencial em que a maioria dos moradores entendeu o espírito de se viver em comunidade e das vantagens deste tipo de convivência.

Tínhamos, eventualmente,  festas, passeios, controle de segurança, uso e equilíbrio no consumo de gás, água, energia. Conseguimos conscientização até na dispensação do lixo.

Um paraíso  ? Claro que não. Só que as picuinhas davam lugar ao coletivo. E é preciso considerar que os que destoavam da proposta de harmonia mínima, defendida pela maioria, aderiam ou ficavam na deles.

Em outras palavras, exemplifico com uma situação real. A síndica mudaria do prédio no dia seguinte, chamou uma reunião de emergência, colocou TUDO que tinha do condomínio em cima da mesa e disse: FUI ! Formamos uma comissão emergencial e o resto foi muito inteligente. Mesmo com desavenças, o comitê gestor tinha equilíbrio para discutir tudo que fosse passível de polêmica.

Quando trabalhamos com o lema “por aquilo que nos une …” as avenças superam tudo.

As Desavenças

Por outro lado, os exemplos de que as desavenças dominam a tudo a a todos, são maiores e mais inexplicáveis. Neste condomínios impera o dito “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Os fatos e tretas que acontecem nestes condomínios podem ser vistos em todas as redes sociais de fofoqueiras da atualidade.

Contudo, parece-nos que os cinco C´s estão no comando deste tipo de moradia. E o que é pior, muitos síndicos, na ânsia de resolverem seus problemas, tomam de assalto o condomínio que habitam. A partir de situações de desavenças, em que o tratamento é quase sempre individual e com o autoritarismo do síndico, as coisas ficam muito piores.

É o típico “emenda pior do que o soneto”, uma vez que já ouvi a seguinte frase: “… grupo de Whatsapp de condomínio é pior do que grupo de entre familiares que entram cunhados.

Condomínio Residencial

Certamente, um condomínio residencial difere muito de um condomínio misto, ou empresarial. Os problemas são mais verificáveis nos condomínios residenciais. A origem, de tudo está no malfadado Regimento que é usado para gerar a convenção de condomínio. Este documento basilar, feito normalmente por rábulas de construtoras, não se preocupa com a finalidade e convivência dos habitantes. Ignora a possibilidade de um condomínio residencial ter, por exemplo, uma maioria de inquilinos. Estes regulamentos nunca são democráticos ou sensatos. E síndicos e déspotas condominiais usam e abusam da interpretação das regras, sempre a seu favor.

Por exemplo, algum tempo atrás, depois de habitar em um condomínio residencial, imaginei um empreendimento, que já existe em sociedade mais civilizadas. Uma atividade, que existe no Brasil, com a figura do gestor profissional de condomínio. Ressalto que na minha proposição, não se confunde com a figura de síndico profissional. Imagino um gestor de verdade, para prevenir e se antecipar a conflitos (lembram-se dos cinco C´s ?)

Eventualmente, os problemas são resolvidos no diálogo, raramente na porradaria. Porém, não é raro que a falta de consenso ou um pouco de bom senso impeça que muitos destes conflitos acabem parando numa delegacia ou no Judiciário. Síndico burro diz que “… se posso brigar porque conciliar …

Viralizou

Sem dúvida, fica muito pior quando constatamos que até mesmo em “condomínios” com uma mesma família, as desanveças beiram à insanidade. Acontece que nestas situações os acordos são verbais e tácitos (até entrar a hora de pagar a conta). Briga-se por tudo, do latido de cachorro, portão esquecido aberto ou lâmpada deixada acesa. Com efeito, tudo é um “bom motivo” para pularem para as reclamações e lições de moral nos grupos.

Em síntese, não importa se é por causa do carro, cano de água, cachorro, calote de taxas, crianças dos outros ou simplesmente por causa das fofoqueiras sem ter o que fazer, importa a #TRETA

 

Charge: Blog do Mário Alberto

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