Hegel - Dialética Hegeliana

Hegel e a Manipulação de Massas

Manipulação de Massas

Decerto, existem muitas maneiras de se manipular as massas ( Manipulação de Massas – A Série ). Hegel viveu num período bastante apropriado para falar de Dialética, Espírito, Relações Sociais e Ética. Contudo, naquele tempo, a sociedade era uma forma de opressão e domínio do homem pelo homem, com a Igreja e tudo. Nada mais apropriado do que objeto de estudo ser a relação Senhor-Escravo e a elaboração de uma dialética.

Ao mesmo tempo que escrevo este texto uma das apresentadoras da Rede Globo disse uma frase que, em outros momentos, seria suficiente para demiti-la. Conforme escreveu Monica Iozzi em seu perfil no Facebook: “... Não aprovo o governo, não aprovo a oposição. Acho a mídia tendenciosa e parcial. Não me sinto bem informada, nem representada por ninguém. E agora, José?…”

Chomsky, por outro lado, teria dito que “… num estado totalitário, se o governo não controla as pessoas pela força, controla o que as pessoas pensam ...”.

Dialética de Hegel

Não me recordo quando foi exatamente que comecei a me dar conta deste podre “poder” que um Senhor exerce sobre seu Escravo. Lembro que ainda estava no ginásio, estudando os Poderes da nossa República e via alguém, ou o próprio professor, fazendo analogia com os quatro poderes do Império, teria dito que naquela época ( em pleno regime militar ), havia o quarto poder: A Mídia. Eu fiquei com aquilo na cabeça e lembro bem o poder que tinha o programa de um certo repórter chamado Amaral Netto. É PODER !

Assim, demorou muito tempo para entender como a relação Senhor-Escravo servia para consolidar a ideia proposta por Hegel de desigualdade e dependência. O absurdo de que um Ser Humano na condição de subordinado é consciente de seu estado de dependência e seu “dono” desfruta de tudo que o outro semelhante não possui.

Enfim, assustei-me quando depreendi que Hegel achava isso “natural” e que constituía-se a base da vida social.

Método Fácil

As pessoas, normalmente, são influenciáveis. É provável que a cultura impregnada no brasileiro da preguiça, da comodidade, da condição histórica de receber quase tudo de mãos beijadas.

Este é o campo implexo, propício a manipular massas, grupos, grupelhos e afins. O Brasil é o paraíso dos cartórios, despachantes e pessoas que fazem pelos omissos, neste ponto os escravos adotam “capitães-do-mato” como um preceptor de adultos. Melhor condição para manipular não há. É a história do “bode na sala” levada ao extremo e com a subserviência do escravizado, como se não bastasse, vivemos tempos que esta escravidão faz-se pela mídia e aprisiona mentes e corações.

Com toda a certeza, por esta Hegel não podia esperar.

Bode na Sala

Desse modo, é muito simples, grandes grupos ou pequenos, envoltos em problemas diversos, são facilmente manipuláveis quando apresenta-se para estes grupos um grande problema, cria-se um ambiente de “problema-reação-solução” onde uma “situação” controlada é criada para causar uma reação prevista nos interessados diretos e indiretos. A comodidade (preguiça de pensar) destes públicos permite que um mandante responda pela “solução”.

Se bem que entender a analogia com a metáfora do bode na sala deveria ser simples ( #SQN ). Numa casa as pessoas podem brigar por espaço, por comida etc. Basta colocar um bode mal cheiroso na sala que aquele que for designado para retirar o bode poderá fazer o que quiser como “pagamento” pela solução do problema.

Modus Operandi by Hegel

Por exemplo, imagine-se numa cidade pequena onde a violência urbana corre solta; apresenta-se como mandante das leis de segurança causando a impressão de que todos precisam de algum “salvador da pátria“. Desta situação para resolver os problemas “sob controle” e implementar políticas desfavoráveis às liberdades individuais é um pulo só.

Ou ainda, manipule uma crise econômica para fazer com que a massa aceite como um mal “necessário” o retrocesso em direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos. Um prefeito pode arguir uma crise financeira para transferir serviços e informação para outro país e terceirizados, sendo que a massa não terá a mínima ideia do que está acontecendo, mas a aparência que a mídia divulga é de que ” é um mal necessário “.

Enfim, criar problemas para oferecer as “soluções” é típico de quem está em alguma esfera pública ou algum dos poderes. Mas serve para manipular massas em empresas e organizações do terceiro setor. A comodidade das pessoas possibilita que os espertos tomem conta sem muito esforço.

* Qualquer semelhança com a situação do Brasil é mera coincidência !

 

Curiosidade

Hegel, citado erroneamente em peça jurídica divulgada recentemente na mídia, é o pai a “Dialética Hegeliana” em que o processo dialético atua com a contradição como motor da história e do pensamento. A Filosofia é muito interessante para praticar a Observação Objetiva das coisas na atualidade. Desse modo, a Dialética Senhor-Escravo de Hegel é uma excelente leitura.

Quem pensa não se submete à manipulação de massas.

 

(*) Texto revisto e atualizado em dez2019

 

Imagem: Reprodução Internet

Nota do Autor

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Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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