Comunicação e Mídia

Comunicação e Mídia

Priscas Eras

O processo de comunicação é uma via de mão dupla. Muito antes da sistematização e organização da escrita, a exemplo das inscrições rupestres, hieroglifos e outras manifestações que vemos, feitas por racionais, indica que alguém utilizou u processo de comunicação e mídia. Uma inscrição rupestre com um animal e um tacape, pra mim, significa que alguém queria avisar a outras pessoas que naquele lugar, animais tinham que ser atacados com alguma arma. Era para resolver uma questão de momento. Importava o emissor e o receptor da mensagem.

E assim tem sido durante milênios. E as antas continuam se esbaldando, sem razão …

Emissor x Receptor

O processo de comunicação envolve emissor, etapa de comunicação e mídia e receptor. Em tempos antigos, o emissor se dava por satisfeito em comunicar o mais claramente quanto possível (na visão dele!). Talvez instintivamente (não imagino que existiam ´ombusdmem` antes da invenção da imprensa).

Este processo já existia e, com o passar do tempo, foi sendo refinando. Escrever com detalhes e preocupação de não deixar falhas, tornou-se quase obsessão, para poucos é claro. A situação ideal é que aquele que escreve ou fala (o emissor) tenha mais trabalho de formulação para que o receptor tenha menos trabalho e não interprete da maneira mais apropriada aos seus conhecimentos.

Comunicação e Mídia

O processo de comunicação prescinde, como indicado no tópico introdutório, de emissor, conteúdo da comunicação, mídia e receptor. Até numa partida de truco (aqui e Minas te regras específicas) existe este processo, uma piscada de olho tem significado somente para o receptor que sabe do que estão falando.

Neste sentido, defendo a lógica de que sou responsável por aquilo que tento transmitir (escrito ou falado), interpretações dos receptores, caso não sejam como tentei transmitir são problemas do emissor. Existem chavões que falam de “ruídos” na comunicação que seriam provocados pelo conteúdo da mensagem ou pelo canal. É uma meia verdade perigosa.

Algumas palavras, substantivos adjetivados, adjetivos e gírias ou expressões regionais, provocam este ruído. Qualquer pessoa preocupada com este processo, deveria saber disso. Com a criação da Internet, as mensagens rápidas, os textos limitantes e superficiais, todo este conceito foi jogado no lixo.

Vamos a um caso simples. Administro e atuo em redes sociais há muitos anos, como moderador e outras funções. Nunca adverti ninguém publicamente por erros grotescos de português (agente, concerteza e outras barbaridades que trato em posts específicos), mas fazia (e ainda faço) ressalvas, reservadamente, quando entendo que o emissor da mensagem merece. Já fui taxado de prepotente e arrogante, geralmente por aqueles que vestem carapuças facilmente.

Tempos Modernos

O filme Tempos Modernos, de Chaplin, tratava de uma coisa que, se os atuais críticos comportamentais da sociedade pensassem, teriam muito mais material. Mas a mentalidade dos atuais “críticos” não consegue atingir este estágio.O mundo mudou com as redes sociais e acabou em 2012.

As redes sociais ferraram co toda e qualquer tentativa de se escrever adequadamente para qualquer receptor. Cada vez que tento melhorar nisto (e este blog está sendo lúdico e pedagógico, neste sentido) mais pessoas me acusam de ser prolixo e outras (des)qualificações pouco elogiosas. Não se preocupam com as próprias deficiências, com as exigências do processo de comunicação e mídia. As redes sociais estão sepultando todo e qualquer conteúdo.

A massificação de acesso às redes sociais superficiais criou a ditadura da estupidez, do analfabetismo funcional, da intolerância e está eternizando a preguiça mental. Virou esporte nacional tupiniquim (não posso falar de outros países, mas suspeito que não fica muito longe, dependendo da cultura e história de cada nação).

Atenção e Lógica

Não me rendo. Tentarei arregimentar outros poucos. Repensar a educação, avaliar onde erramos, filosofar sobre assuntos mundanos, ser crítico aos processos de comunicação e mídia ao extremo, é o propósito. Não importa se as críticas serão maiores. Não importa a audiência e as curtidas. Esta trilha será uma constante, não terá periodicidade definida, mas farei vários posts que serão publicizados de acordo com o momento. Se ao menos uma pessoa ler tudo e entender, a batalha estará ganha.

Que se danem as cabeças miúdas que vestem carapuças e criticam. Que se danem os que leem títulos e param nos 140 caracteres. A Burrice é invencível, já dizia o poeta. Mas não desistiremos.

Charge: Ivan Cabral

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