Pirâmide Financeira - Golpe

A farsa do marketing multinível (MMN)

Algum tempo atrás, publiquei um post sobre as malditas pirâmides financeiras. Aliás, pirâmide é uma coisa que aparenta credibilidade e pode dar certo em ações sociais, com o excedente revertido para o coletivo. O que não é o caso das pirâmides capitaneadas por golpistas e travestidas de negócios legais.

Além dos relatos que fiz no post anterior os abusos vem aumentando, incautos em tempos de crise (muitos recebendo valores significativos de rescisões em tempos de desemprego alto) estão colocando o que ressta de suas vidas profissionais nestes engodos. É de assustar, por exemplo, uma reunião semanal de uma destas pirâmides que vem sendo realizada num hotel na Rua Espírito Santo, centro de Belo Horizonte. Irrita profundamente.

O esquema TelexFree

Uma destas pirâmides financeiras ganhou o nome de Telexfree. Bem sugestivo. A ganância dos oportunistas não consegue ver a palavra free (no sentido da língua original) para se coçarem todo.

Segundo autoridades investigativas, a companhia de fachada obteve a maior parte de seu dinheiro a partir de pessoas que entravam no esquema com a promessa de receber pagamentos caso publicassem propaganda na rede mundial oferecendo serviço de VoIP (telefonia de voz via internet). Esses investidores seriam compensados ainda ao atrair novos participantes, frequentemente familiares e amigos.

Protagonizei um episódio com um participante deste golpe. Ele, assim como TODOS que entram para MMN e pirâmides, afirmava que não era pirâmide. Propus a ele que pagasse em meu nome, que eu faria tudo que ele me orientasse. A proposta era de que, assim que ele recuperasse o dobro do investido, eu continuaria e ainda o remuneraria. Ele investiu e eu comecei a publicar os anúncios. Não é necessário dizer que o esquema não funcionou e eu devo estar sendo acusado de ter boicotado e por isso não funcionou.

Colchão de U$20mi

Recentemente, autoridades do Estado americano de Massachusetts descobriram uma fortuna de milhões de dólares ocultada embaixo de um colchão por um brasileiro (Cléber Rene Rizério Rocha). Acredita-se que o dinheiro tivesse ligado a um esquema de pirâmide financeira no valor de US$ 1 bilhão da empresa Telexfree.

As autoridades daquele país afirmam que Rocha fazia parte de uma organização que transferia milhões de dólares, supostamente associados à Telexfree, para o Brasil, lavando o dinheiro via Hong Kong. James M. Merrill e Carlos N. Wanzeler, administradores da Telexfree, foram acusados, dois anos atrás, de conspiração para cometer as fraudes associadas ao esquema. Merrill foi preso e se declarou culpado. Wanzeler, que nasceu no Brasil, está foragido – as autoridades acreditam que ele esteja escondido em solo brasileiro.

Indignação

Ainda bem que este tipo de ganância não passa perto de mim. Nunca tive o desejo de ter dinheiro para investir nestas coisas. Espero que eu nunca passe perto destes brasileiros que estão sendo acusados de fomentarem a pirâmide (com estes instagrams a coisa tá complicada… ). Mas fico preocupado com o monte de gente inocente que ainda cai na conversa de impostores, fraudadores e defensores de pirâmides que posam de correção e legalidade. Entendam de vez por todas, este tipo de coisa é INSUSTENTÁVEL.

Porque estes piramideiros não fazem uma corrente para doação, como a que venho pedindo insistentemente abaixo. Não dá dinheiro mas dá saúde para outras pessoas que precisam. Muito indignado !

Imagem: Reprodução Internet

Pedido de Doação

Meu irmão está precisando de doadores de sangue (qualquer tipo e fator), só assim ele, e muitos outros, conseguirão prosseguir com o tratamento e ter esperança numa melhoria e retomada da normalidade.

Carlos Henrique de Oliveira (paciente do Hospital Mater Dei)

Banco de Sangue – Hemoter

O Hemoter recebe doações para pacientes que estão internados em diversos hospitais. A doação pode ser realizada para paciente específico ou voluntário para o banco de sangue.

Telefone: (31) 3295-4584

Horário: 8h às 13h, segunda-feira a sábado (sábado, somente com agendamento prévio pelo telefone).

Endereço: Rua Juiz de Fora, 861, Barro Preto – Belo Horizonte.

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