Amar em tempos de ódio

A estupidez gerada por um Fla-Flu

Fla-Flu

Eu e muitas outras pessoas convencionamos chamar de Fla-Flu a disputa política insana orquestrada por opositores da presidente Dilma durante seu primeiro mandato e às vésperas das eleições de 2014. Os derrotados e alijados do governo Dilma, inclusive alguns que se diziam aliados mas apensa trocavam favores, inconformados com a possibilidade da reeleição à época, trataram de levar o clima hostil, beligerante e traiçoeiro das torcidas organizadas (e aí Flamengo e Fluminense, e suas torcidas, pagam pelo que não pensaram em fazer). Não criei a expressão, mas reflete a beligerância social existente no pós-2014.

Marisa Letícia

A companheira do ex-presidente Lula teve sua morte cerebral declarada em razão de complicações causadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. Os procedimentos necessários para doação dos órgãos foram autorizados pela família. O ex-presidente usou uma rede social para agradecer às “manifestações de carinho e solidariedade”.

Redes Sociais

Desde a divulgação da internação de Marisa Letícia, algumas manifestações de satisfação começaram a aparecer nestas mesmas redes sociais. Não sei se estou bem seletivo nas pessoas que sigo ou se as pessoas que sigo estão mais respeitadoras e conseguindo separar as coisas.Vi, em maior quantidade, pessoas de meu relacionamento virtual reclamando e postando tais manifestações cruéis e eivadas de rancor. De uma pessoa que a maioria nem conhece. É o Fla-Flu e Vale-Tudo das redes sociais.

Tem uma palavra que não escrevo, procuro sempre um sinônimo, não falo e não gosto: Ódio (do latim odiu), que exprime um sentimento que acumula outros tantos (todos ruins !) como execração, raiva, rancor, ira, intolerância. Típico de quem quer destruir ou depreciar outra pessoa, muito frequente quando se trata de questões e diferenças religiosas. Agora incorporado aos temas política tupiniquim.

Este é o problema. As redes sociais exponenciaram a demonstração de ódio e rancor. Aqui no Brasil é o Fla-Flu da diferença. Imaginar que alguém ache engraçado comemorar a morte de outra pessoa, ou que façam promoção de brincadeiras de mau gosto virou doença. E não me venham dizer que é humor negro pois ao ver o perfil (isto, eu vou até o perfil das pessoas que fazem este tipo de coisa para entender o comportamento) pois não é. É um desvio grave de comportamento além da sociopatia normal que grassa nas redes sociais, é psicopatia crônica numa quantidade cada vez maior de pessoas.

A nossa sociedade apodreceu !

Imagem: Blog Chebola

Pedido de Doação

Meu irmão está precisando de doadores de sangue (qualquer tipo e fator), só assim ele, e muitos outros, conseguirão prosseguir com o tratamento e ter esperança numa melhoria e retomada da normalidade.

Carlos Henrique de Oliveira (paciente do Hospital Mater Dei)

Banco de Sangue – Hemoter

O Hemoter recebe doações para pacientes que estão internados em diversos hospitais. A doação pode ser realizada para paciente específico ou voluntário para o banco de sangue.

Telefone: (31) 3295-4584

Horário: 8h às 13h, segunda-feira a sábado (sábado, somente com agendamento prévio pelo telefone).

Endereço: Rua Juiz de Fora, 861, Barro Preto – Belo Horizonte.

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