Cidadão Conivente

Todo político é ladrão?

Heloísa Helena, ex-senadora por Alagoas, conta uma história interessante.

“… Todos que bravateiam ´todo político é ladrão`,  ´todo político é corrupto` são omissos e covardes…”

Não passo nem perto de ser um fã da Heloisa Helena, muito longe disso. Já estive em alguns ambientes com ela discursando e ela mesma é uma política que não me agrada. Procuro me basear na coerência do discurso e a práxis. Mas, neste caso, concordo integralmente, com a visão da alagoana.

A frase lapidar para a minha concordância é: “A omissão é uma forma perversa de cumplicidade”.

Generalização

Um dos maiores defeitos daqueles que bravateiam os defeitos de “todos os políticos” é que cometem a falácia da generalização para se esconder atrás dos próprios defeitos ou das próprias escolhas.

Estes acusadores se não votassem, teriam feito menos mal à nossa sociedade do que votando e se omitindo. É esta omissão cúmplice que a frase da ex-senadora faz referência.

Voto nulo ou abstenção 

Estes cidadãos que usam dos chavões indicados, não discutem política, só acusam ou compartilham sites e posts que laçam calúnias e difamações, não podem nem ser avaliados como cidadãos. Claro que não podemos generalizar e nem julgá-los por este comportamento daninho e praticado em redes sociais. Aliás, é comum ver estas pessoas claramente mal intencionadas dizendo: “… eu até contribuo para o asilo do bairro …”, como se isto fosse salvo conduto para apontar o dedinho na direção dos outros e generalizar sobre a índole de quem não se conhece. Estes sujeitos acusam os outros com generalizações pois não são capazes de debater suas escolhas eleitorais e defender suas opiniões políticas. Omissão é o esporte preferido deles.

Apolítico

Se tem uma coisa que não existe é um ser apolítico. Até para escolher a camisa que se veste ao sair de casa tem que ser político. Se escolher a camisa “errada”, de acordo com a esposa, vai ter problema e será obrigado a usar da política.

O ser que se diz apolítico e que, via de regra, aponta o dedinho para os políticos e os incrimina sem julgamento, são aqueles que apontam juízes e integrantes do Poder Judiciário como inatacáveis, se omitindo sobre deles supersalários destes juízes. Que moral alguém tem para chamar alguém de ladrão quando defende excrecências e tribunais de exceção?

Omissos

Estes omissos são um perigo, geralmente aproveitam-se da credibilidade em setores que atuam fortemente para influenciar pessoas fracas e sem opinião. Esta cumplicidade e este discurso de “todo mundo é ladrão”, parece eximi-lo da pecha de cúmplice de ladrões.

Neste momento em que um farsante declarado está prestes a assumir uma cadeira na mais alta corte do país, mesmo que ele tenha escrito que não seria compatível esta assumpção, os coniventes e omissos estão com os dedinhos guardados e escondidos. Não venham dizer que eu tenho responsabilidade nesta coisa que estão fazendo no STF.

Nem todo político é ladrão, conheço alguns honestos. Não tenho culpa se os que você conhece ou vive são ladrões e você generaliza para se esconder. Apareçam !!!

Charge: PSoares

Pedido de Doação

Meu irmão está precisando de doadores de sangue (qualquer tipo e fator), só assim ele, e muitos outros, conseguirão prosseguir com o tratamento e ter esperança numa melhoria e retomada da normalidade.

Carlos Henrique de Oliveira (paciente do Hospital Mater Dei)

Banco de Sangue – Hemoter

O Hemoter recebe doações para pacientes que estão internados em diversos hospitais. A doação pode ser realizada para paciente específico ou voluntário para o banco de sangue.

Telefone: (31) 3295-4584

Horário: 8h às 13h, segunda-feira a sábado (sábado, somente com agendamento prévio pelo telefone).

Endereço: Rua Juiz de Fora, 861, Barro Preto – Belo Horizonte.

 

 

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