Marqueteiro Pessoal

Marqueteiro em tempos de Redes Sociais

Kloter

Anteriormente, no post “Marketing com Philip Kloter” falei do que eu imaginava como um sonho. Poder falar e trocar ideias, mesmo que por alguns minutos, com o guru global do marketing. Pouco tempo se passou desde este meu sonho e não vejo a mínima possibilidade de concretizá-lo. Mas fico mais e mais assustado com a invasão do tipo marqueteiro e boquirroto de marketing, especialmente com a disseminação de publicidade e propaganda nas redes sociais e desta (desqualificação) nas organizações públicas e privadas.

Mas continuo imaginando o que Kloter diria sobre o marqueteiro nas corporações. Naquele tempo (o do marketing de 4 P´s) a ciência era diferenciada pelos profissionais que trabalhavam “in house” e os profissionais que atuavam

Marketers ou Marketeers

A coisa tá tão brava que existe ate discussão, na Europa é claro, sobre a conveniência do termo marketers oui marketeers para designar profissionais de Marketing. Ainda bem que no Brasil, ainda, não se colocaram discutindo sobre marqueteiros ou “marqueteeiros”. Seria o fim da picada, se bem que agregam o sufixo “digital” e tá tudo bem. Como se isto definisse alguém mais capaz ou mais profissional do que profissionais de marketing com experiência e vivência no marketing objeto de estudo de Kloter.

A discussão é tão ridícula, o tradicional x digital ou publicidade x propaganda diferenciando o profissional de Marketing, que joga-se fora a a essência da disciplina e discute-se sexo dos anjos.

Marqueteiro

Marqueteiro Tradicional

De acordo com alguns pensadores (menos né!) seria aquele cara profissional, que estudou os 4 P´s (Produto, Preço, Praça, Propaganda) da forma tradicional. Este profissional acabou… seu fim teve início quando se meteu a fazer política e eleger candidatos pouco confiáveis. Aquilo que fazia com produtos ruins, começou a fazer com pessoas ruins. E poucos profissionais de marketing começaram a ganhar muito dinheiro.

Marqueteiro Digital

Por outro lado, este profissional começou a aparecer com as páginas, sites e domínios da Internet. Fui professor de uma disciplina denominada “Marketing Digital” num curso específico de tecnologia. Na época, não existiam disciplinas específicas para mídias digitais em cursos de publicidade, propaganda etc. Nestes cursos e para estes profissionais, existiam cursinho de ferramentas como Corel Draw®, Photoshop® e afins. A evolução das redes sociais criou o marqueteiro de palco, ou marqueteiro digital. Uma praga sem nenhuma ou pouca qualificação. Basta o cara ter dedinhos ágeis para se auto proclamar marqueteiro digital ou qualquer título pomposo.

Marqueteiro Politico

O principal responsável pelo começo do fim do profissional raiz, o marqueteiro político eternizou a enganação direcionada a incautos e sem-noção. Escândalos recentes, por exemplo, levaram alguns marqueteiros, antes ditos tradicionais, para a cadeia, mostram uma face perversa e injusta da maravilhosa ciência do marketing.

Empregado Marqueteiro

Não existe nada tão ruim que não possa piorar.

As redes sociais estão aí para comprovar o que tenho dito e escrito. Profissionais mal formados, em qualquer cursinho à distancia (com todo respeito aos cursos EaD) se arvora como marqueteiro. Virou uma praga. Gente completamente sem noção falando de e-commerce, arrotando sapiência em tecnologia e por aí vai.

Mas pode ficar pior quando temos o empregado marqueteiro. Aquele sujeito que usa as qualidades e conhecimento dos outros, que não sabem nada de marketing pessoal, e sobem nas hierarquias e conceitos dos chefes e empreendedores. Atualmente, mais vale fazer propaganda enganosa sobre o trabalho do que qualidade no trabalho. O mais grave é que chefes incompetentes adoram ter por perto marqueteiros e péssimos profissionais (assim não são ameaçados na sua posição).

Praga Contemporânea

Por outro lado, este tipo de praga existe nas organizações públicas, privadas e até terceiro setor. Precipuamente, estes pseudo-marqueteiros vomitando merda em redes sociais. Não conseguem escrever uma lauda sequer, para um post de um blog, que tenha sustentabilidade (ou sustância como dizem aqui na minha terra). Se espremer estes caras, não sai “caldo” nenhum, tratá-los como miolo de pote é elogio.

Além disso, os gestores que protegem este povo não sabem o mal que fazem para as corporações. O clima organizacional, a desmotivação e a ineficiência de muitas empresas e órgãos públicos poderiam ser mitigados, uma vez que estes enganadores fossem eliminados. Pessoal qualificado detesta ver triunfar nulidades e marqueteiros pessoais que almejam somente suas carreiras.

Enfim, as corporações e até a eficiência nacional como um todo, agradeceriam se gestores acordassem para eliminar as ervas daninhas que estão cultivando.

 

Charge: José James

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