13 Reasons

3%, 13 Reasons, 1000 maneiras e as Baleias

Ficção ou Realidade ?

Certamente, algumas séries de TV por assinatura, (3%, 13 Reasons, 1000 maneiras, Scandal, Baleia Azul), mudaram a forma como as pessoas vêem uma TV. Dizem que os telespectadores estão mudando. Nada mais enganador.

Dizem que … “existem pessoas que tem mérito e as que não tem mérito”.

“Você é o criador do seu próprio mérito… aconteça o que acontecer, você merece.” (Série Netflix – 3%)

Demorei alguns dias para deglutir o que chamo de diversionismo ou falsa polêmica. Situações em que a mídia dá ênfase a alguma polêmica servem como diversionismo. Ou seja, desviam a atenção de incautos para os problemas reais e detalhes do que acontece no país.

A Real

Não costumo entrar em polêmicas por modismo ou por audiência, eventualmente, escorrego. 13 Reasons é uma das séries polêmicas que dedico este post. Dizem que é baseada em fatos reais. Digo que é real, só mudaram nomes dos personagens.

É moda !

Dessa forma, até dá mais prazer em escrever sobre o que ninguém escreveu ainda. E descobrir que dias, semanas ou até meses depois, alguém da grande mídia fala sobre algo que escrevemos.

Nesse meio tempo, resolvi juntar algumas coisas e tentar contribuir para esta polêmica levantada a partir do jogo denominado Blue Wales (Baleia Azul, para os lusófonos).

3% “O Processo”

Apesar de que primeira série brasileira produzida pela Netflix não teve repercussão na mídia tupiniquim, ela é mais do que boa. Sabem por que ? Porque mostra uma ficção com possíveis fatos reais. Mostra o futuro mas com lances e cenas possíveis de se ver, atualmente, no real.

Além disso, mstra manipulação; conspiração, cinismo, hipocrisia e questões como suicídio e morte por interesses superiores. Assim como 13 Reasons, na minha opinião, provoca nas pessoas uma submissão que leva à manipulação. De maneira perversa.

Na série, as palavras meritocracia e desigualdade comandam e orientam toda a série. Não no sentido utópico, teórico e manipulado que temos visto nas redes sociais e nas mídias. Se bem que, temas como suicídio, depressão, estupro, roubo são paralelos, e com a mesma relevância.

Curiosamente, a base da série é feita num enredo de pós adolescentes, quando completam 20 anos. Entretanto, recomendo vê-la com uma “re/leitura” atenta dos 8 episódios da primeira temporada da série “3% – O Processo”. A segunda temporada promete, pelo menos pra mim. Ouvi e li muitos comentários que me decepcionaram. Preconceito e incompreensão.

A mídia talvez permita que as pessoas comuns conhecerem a série. É provável que tenha audiência na TV aberta.

Eu apostaria !

13 Reasons Why

Devemos ter em vista que 13 Reasons é outra série que tem causado furor. Ao misturar as questões suscitadas pelo game “Baleia Azul” e propiciar abordagens para o suicídio, a depressão e o estupro, quebrando paradigmas. São temas de difícil abordagem, dentro de uma forma de entretenimento. Além disso, colocou tudo numa série com a inclusão de suspense e a participação ativa de adolescentes.

A curiosidade pode matar !

A série “13 Reasons Why” trata destes temas com realismo dramático. Entendo que, deveria ser vista por pais que tem filhos entre 12 e 18 anos,com o fim de entender o mundo as gerações. Anteriormente, as gerações eram determinadas como de 18 em 18 anos. Nos últimos 20 anos, este intervalo foi reduzido, passando para algo entre 12 e 15 anos. Desta maneira, nem certos “psicólogos” de redes sociais perceberam, quanto mais pais “tardios”.

Mil maneiras de morrer

Outra Série Netflix muito curiosa pega, a partir de certidões de óbito reais no mundo inteiro, formas de morrer inexplicáveis e absurdas para montar seu conteúdo. Não tem absolutamente nada a ver com 13 Reasons, mas traz a questão da morte.

Por exemplo, a maioria das pessoas que se acham “normais”, chamo-as teleguiadas. São dominadas pelas novelas e noticiário noturno. Deixam a educação dos filhos por conta da TV e da “tia da escolinha”. Estas pessoas não possuem estômago e coragem para entender uma série como “Mil maneiras de morrer”, “13 Reasons” e outras. São como os pais do pós-adolescente do Acre, que mudou o quarto dele sem que nenhum familiar soubesse. Até que ele sumiu. Por isso, a maioria dos pais não consegue sincronismo do mundo real virtualizado com a vida de seus próprios filhos.

Mil maneiras de morrer deveria ser visto, assim como as outras séries citadas, por todos os pais de adolescentes. Muitos sinais que a geração Z produz são repetidas ou “inspiradas” no mundo da ficção, ou seria o contrário?

“A Baleia Azul o Game”

É necessário que, principalmente, os pais de adolescentes estejam antenados sobre os modismos e a “cultura” das redes sociais. Acompanhar o mundo das gerações X, Y, Z, Milennium etc é essencial. Tudo muda muito rápido.

O jogo Baleia Azul, conhecido como o jogo da morte foi construído por adolescentes. Talvez, tenham tido pais permissivos e liberais por demais. Pais preguiçosos e que deixam os filhos fazerem de tudo dentro de seus quartos,. Como se o filho dentro do quarto estivesse controlado. Mais uma vez, o pós-adolescente do Acre é exemplo lapidar. Sumiu e tramou tudo trancado no quarto.

É sabido que a Internet, ou seja as redes sociais gratuitas, potencializaram a liberação de toda sorte de psicóticos, sociopatas e egoístas. Estes seres imaginam que as suas “verdades” devem ser aceitas e impostas a todos.

Raros pais e poucos colégios tentaram entender o game Baleia Azul. Ou por outra, a maioria preferiu a zona de conforto e reproduzir a mídia. Aí entramos numa questão grave. Vi, nos últimos dias, pais de adolescentes e pós adolescentes, darem pitaco sem saber nada do contexto. Reproduziram opiniões de pessoas que não tem filhos, que não viram a série, que não sabem nem onde tem o jogo. Infelizmente este é nosso caótico quadro social no Terceiro Milênio.

E o Futuro ?

Dessa forma, não vejo boas perspectivas de futuro neste contexto.

Com toda a certeza, a responsabilidade objetiva da educação dos filhos é dos pais.

  • Quando vejo pais reproduzindo merdas homéricas, ainda que não saibam por quê;
  • Quando vejo pais a negar uma educação, confundindo com proselitismo;
  • Quando vejo pais execrando Paulo Freire do mesmo modo que pedem menos disciplinas essenciais; e
  • Quando vejo pais preocupados com baleias azuis e, surpreendentemente, ignorando previdência e emprego, fico mais desesperado.

Certamente, fizemos (eu me incluo) muita coisa errada, #FAIL, deu merda.

Em resumo, a discussão séria não é possível de ser feita em redes sociais superficiais. Devemos sair deste mundo virtual, avaliar séries como 13 Reasons e pensar muito com o propósito de entendermos nossa realidade.

Temos que reiniciar tudo!

 

Imagem: Reprodução Internet

Pedido de Doação

Meu irmão está precisando de doadores de sangue (qualquer tipo e fator). Só assim, ele e muitos outros pacientes que precisam de sangue para transfusão ou de hemoderivados, conseguirão prosseguir com seus tratamentos. E poderão ter a esperança de uma melhoria e retomada da normalidade em suas vidas.

#DoeSangue

Carlos Henrique de Oliveira (paciente do Hospital Mater Dei)

Hemoter – Banco de Sangue

Hemoter recebe doações para pacientes que estão internados em diversos hospitais. A doação pode ser realizada para paciente específico ou voluntário para o banco de sangue.

Horário: 8h às 13h, segunda-feira a sábado (sábado, somente com agendamento prévio pelo telefone).

Endereço: Rua Juiz de Fora, 861, Barro Preto – Belo Horizonte.

Telefone: (31) 3295-4584

 

2 comments for “3%, 13 Reasons, 1000 maneiras e as Baleias

  1. Geraldo Silva
    24/04/2017 at 15:42

    Caro Prof. Evandro gostei muito de seus dizeres e me identifico com essa forma de pensar, procuro sempre que tenho oportunidade de tentar passar isso para os pais, que como muito bem dito, apesar de parecer para adolescentes, esse tema é sem duvida nenhuma para e dos pais.

    Grande abraço

    • 24/04/2017 at 16:02

      Grande JG, fico feliz em ler suas palavras… não estou falando ao vento. Não sou dono da verdade, mas certas situações estão ficando muito complicadas e nós, pais responsáveis por uma ou duas gerações que dominam as redes sociais, abrimos mão de tudo que diga respeito a estas inovações. Conversando com três pais, cujos filhos tem entre 16 e 24, no último feriado, fiquei assustado. É ESTARRECEDOR a alienação dos pais nas coisas sérias das redes sociais.Deixaram a educação dos filhos nas mãos dos professores do ensino médio e do início da faculdade. Por isso os bares próximos às faculdades tem mais receita do que as cantinas e são mais frequentados do que bibliotecas.

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