Mistifório - Redes Sociais

Mistifório das redes sociais

Redes Sociais

Em primeiro lugar, não sou fã de redes sociais de redes sociais onde a maioria dos habitantes não tratam nada seriamente e não suportam ler coisas com mais de 140 caracteres. Adiro a qualquer uma, fui pioneiro em muitas como o Orkut e faço uso das mesmas com parcimônia e, contudo, com meus critérios. Entretanto, com os chamados apps (sistemas para  smartphones ou qualquer nome que resolvam atribuir a aplicações com interface direta com usuário) o mistifório está ficando insuportável. Dessa forma, meu sentimento e convergência é parecido com as redes sociais, bem rasteiro.

Enfim, num mundo nada normalizado, tento utilizar a USABILIDADE nas redes sociais, e tem sido muito difícil. Neste contexto, se uma ferramenta tem usabilidade semelhante à outra, prefiro uma à outra. Não fico usando duas três ou até quatro como vejo algumas pessoas fazendo. Bem ao estilo das redes sociais, cada um usa como quer e o que quer sem nem se importar para qual finalidade a ferramenta foi feita.

Mistifório

A confusão começa pelas várias redes sobrepondo funcionalidades. Uma rede é para bate-papo rápido, outra para perfis mais elaborados e relacionamento, outra para divulgação de imagens. Faz mais sucesso aquela que o povão que tem poucos minutos de graça adere. Quando falo palavras difíceis (por exemplo, mistifório), a preguiça mental supere tudo e o texto é abandonado.

Como se não bastasse, pessoas querem seus cinco segundos de fama, de curtidas, de compartilhamentos, não importa qual a plataforma, virou uma babel. Grupos são criados em várias plataformas, pessoas só sabem receber e reproduzir qualquer merda que recebem, depois não querem admitir que compartilharam mentiras (aka fake news).

É uma vergonha, diria o ex-impoluto repórter-articulista que virou apresentador de telejornal.

Whatsapp

Esta ferramenta, na minha opinião é o maior sucesso mundial. Conseguiu o que nenhuma outra conseguiu seja ela o Facebook, Orkut, Twitter. Certamente nenhuma delas pegou de jeito o cara que tem somente uma celular meia-boa.. Colocou no chinelo todas startups, novidades, apps, redes sociais. Simplesmente porque foi INCLUSIVA e sem exigir muito. Bastava somente o número de telefone e, sem depender de logins e senhas, possibilitou que pessoas de 5 anos até 100 anos passassem a usá-la. Em outras palavras, como fazer uma troca ágil de informação por um custo baixíssimo. Quem ganhou? TODOS, Quem perdeu? as operadoras de telefonia.

Telegram

Se bem que outra plataforma similar ao Whatsapp mas com alguns avanços e soluções disponibilizadas muito antes do Whatsapp, não ganhou a projeção merecida. É tudo uma questão de marketing e usabilidade. Certamente o Telegram tem avançado muito pouco, especialmente se considerarmos que possui requisitos de segurança mais avançados que o Whatsapp. Avaliando que o Telegram evolui à medida que surge algum boqueio ou suspensão do Whatsapp é quase nada. Mesmo que observa-se que o Telegram ofereça serviços mais seguros e funções mais úteis que seu concorrente.

Outras Plataformas

Citei duas, comparativamente, mas a criação de novas plataformas que fazem mais do mesmo, ou que colocam novos “serviços” tem elevado o mistifório e provocado um nó na cabeça de muita gente. Por exemplo, um professor poderia dar suas aulas via Youtube, ou mesmo um blog com seus textos, mas ele prefere o Facebook. Ou pior, se engraça para fazer coisas no Instagram, uma ferramenta de fotos e imagens, que, a princípio, deveria chamar a atenção por vídeos curtos ou fotos.

Futuro do Mistifório

Limitei meu whatsapp a um número telefônico para uso prioritário em questões profissionais. No ano passado, ao ser obrigado a assinar um termo de cessão de informações com os quais eu não concordava, optei por preservar um pouco minha privacidade e de todos os contatos que eu tinha nos grupos do Whatsapp e individualmente. Creio que fiz a opção certa em meio a um mistifório de regras e abusos de termos de confidencialidade..

Neste momento, prefiro o Telegram e outras redes como o Tor. É mais seguro. Deixo o Whatsapp para conexões pouco críticas e relações profissionais com quem não possui Telegram. Prefiro tudo que tenha código aberto. Prefiro tudo que seja mais transparente às coisas obscuras.

A cada anúncio de novidades no Telegram e a cada paralisação ou desespero coletivo do Whatsapp, tenho a certeza de que as pessoas estão entrando de cabeça nas tecnologias sem pensar muito. Se por um lado é positiva esta inclusão digital massiva, por outro, é perversa com quem entra de cabeça e não imagina os riscos e prejuízos que pode ter. Vejo algumas pessoas colocando seus negócios e atividades profissionais em cima de Whatsapp e Facebook, num amadorismo assustador. Tenho relatos de casos de fraude e enganação que começam a assustar.

Povo sem Noção

Dito isto, a pequena intervenção que desejo fazer é simples. Todas as pessoas não estão prestando atenção no que precisam. Adotam sta ou aquela ferramenta por que alguém, de forma preguiçosa, acho mais fácil e aconselha. Estas ferramentas estão assumindo funções que não foram criadas para atender. Aí começam a colocar um monte de  penduricalhos que as pessoas não utilizam, recheiam os aparelhos móveis de tranqueiras e os fabricantes de aparelhos agradecem.Quando vejo uma criança de sete anos dizer para o pai que o smartphone dela não está bom pois precisa de um processador mais avançado ou mais memória, alguma coisa esta muito errada.

Na ânsia de ampliar suas bases, os fabricantes destes apps se unem e exigem “atualizações” a cada minuto. Chegam ao ponto de descontinuar suporte a versões que atendem milhões de pessoas somente para provocar upgrade de memória, de hardware, de ideias. Pense bem antes de instalar uma ferramenta que oferece “canivetes suíços”

Em suma, ninguém de rede social quer saber de nada, querem ter razão e compartilhar qualquer coisa “legalzinha”, autômatos perdem, é a verdadeira Geração de Inúteis no comando. O mistifório não tem volta, vai piorar, mais redes surgirão e, com toda a certeza, as pessoas demonstrarão toda a sua estultice, depois não digam que não avisei.

 

 

Imagem: Reprodução Internet  (Autoria Não Identificada)

 

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

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Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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