Quimera do Judiciário

Quimera Tupiniquim

Quimera

O termo Quimera pode nos remeter a diferentes acepções.

  • Uma figura mítica oriunda da Anatólia e cujo tipo surgiu na Grécia durante o século VII a.C..
  • Peixes cartilaginosos da ordem Chimaeriformes.
  • Animal composto por populações celulares originárias de diferentes zigotos.

Fonte: Wikipedia

As operações policiais no Brasil, precipuamente, tem sido nominadas por palavras gregas, latinas, expressões idiomáticas, corruptelas gramaticais, gírias e afins. “Caixa de Pandora”, por exemplo, é uma expressão que foi utilizada em operações diferentes e em vários níveis. Analiso estes nomes e fico pensando se são escolhidos ao primeiro insigth ou se existe algum “especialista” no tema, com o propósito de ser brincalhão.

Duas Caras

O termo Quimera tem um similar tupiniquim, DUAS CARAS (ou muitas mais). Portanto, serviria para traduzir o comportamento de alguém que age de um jeito aqui, vira as costas e age outro. Portanto, um sujeito que atua dissimuladamente, não tem compromisso com uma única causa, mistura coisas pessoais com profissionais.

Quimera Tupiniquim

Enfim, o melhor nome para uma eventualíssima operação policial que venha a ter como alvo o Poder Judiciário: Quimera Tupiniquim. É o nome para uma operação  que envolva o ministro Gilmar Mendes ou outros tantos juízes, desembargadores e afins.

No caso do Quimera, alguns casos são emblemáticos:

  1. Um ministro do STF, Joaquim Barbosa, em debate acalorado, ao fazer uma réplica para destempero do Ministro Gilmar Mendes, disse: “… e não nos trate como trata seus jagunços …”.  Fico pensando se algum dos juízes daquela casa superior ficou tenso ou se assustou.
  2. A jornalista e dublê de comediante, Mônica Iozzi, foi condenada a pagar uma multa de R$30 mil para o ministro Gilmar Mendes, por comentário em rede social. O comentário foi feito sobre o habeas corpus dado ao médico estuprador de 37 pacientes pelo ministro do STF. Mônica Iozzi recusou-se a recorrer ou fazer acordo e, certamente, pagará caro por isso.

Gilmar Mendes

Quimera Tupiniquim, é a cara do Gilmarzão, uma vez que nunca vi nenhum juiz fazer o que ele faz e adotar posições tão antagônicas como as dele. E tem gente que o defende se a decisão é o que a pessoal quer, e tem gente que pede impeachment dele se é o que desagrada.

Três réus da operação Lava-Jato foram soltos por ordem do Gilmarzão, que tem relações pessoais com familiares de beneficiado pela soltura. Houve protestos moucos em vários setores, mas para o Poder Judiciário, inclusive instâncias superiores e OAB, não ultrapassaram o ´mimimi`.

O ministro Gilmar Mendes foi responsável pela soltura e praticamente a anulação do processo contra o banqueiro Daniel Dantas. Em outras palavras, as relações entre ministro e o banqueiro foram sobejamente divulgadas e devidamente engavetadas. Foram menosprezadas “para o bem do país”.

Em suma, a todos estes casos temos a soltura de um estuprador, benesses para grandes empresários e outros posicionamentos contraditórios, quiméricos, estranhos e confusos. Talvez seja o efeito da venda da nobre senhora “justiça” uma vez que o “peso” num dos pratos da balança da justiça é desigual.

E dizem que o país precisa de estabilidade jurídica como, de fato, deve precisar. Deram um golpe branco “com STF e tudo” e não se fala mais nisto. Caminhamos por trilhas muito perigosas.

 

Charge: Aroeira

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