Saidinha de Banco

Desvendando a saidinha de banco

Saidinha de banco

O Golpe da saidinha de banco é como ficou conhecido o assalto, quase todos à mão armada, no qual bandidos se aproveitam de pessoas que saem do banco com quantias elevadas de dinheiro, e são “surpreendidas” por dois bandidos, geralmente em cima de uma moto, que levam tudo que algum correntista acabou de retirar do banco.

O assunto Saidinha de banco até virou verbete no Wikipedia.

Daqui a pouco alguns vão imaginar que se cada cidadão que vai ao banco,deveria estar armado para ele próprio (o cidadão) defender seu patrimônio, coisa que é responsabilidade do banco e do poder público. Já imaginaram quantos tiroteios haveria por dia?

O Crime

É certo que o crime existe há muito tempo. Ganhou este nome em tempos mais recentes e a maioria das pessoas, como tudo que cerca a violência neste país, ganhou ares de “normalidade”. O rigor nas regras de acesso aos bancos fez com que o assalto aos bancos diminuísse. A bandidagem passou a assaltar caixas eletrônicos. As fraudes eletrônicas ultrapassaram, em valores, os assaltos e arrombamentos. A despesa com segurança armada e ostensiva aumentou e fraudes eletrônicas e cibernéticas cresceram. A alternativa dos ladrões de banco passou a ser as pessoas que não estão armadas e precisam de dinheiro vivo para seus negócios (engraçado que bandidos que juntam R$51 milhões em dinheiro num apartamento vazio, transportaram à vontade e nunca são assaltados).

Mas, desde sempre, seja com assalto a agências, estouro de caixas eletrônicos, assaltos a empresas, a informação de dentro é valiosa e muitas vezes decisiva. Acontece o mesmo com fraudes eletrônicas e crimes cibernéticos. Na saidinha de banco não seria diferente.

No caso da saidinha de banco, falo que existe conivência, cumplicidade de pessoas do banco desde sempre. A Febraban exigiu que clientes não alem em celular dentro do banco. Guardinhas enchem o saco se você responde ou toca um telefone. Mas eles mesmos manipulam e operam smartphones dentro das agências, sem contar com funcionários das agências que podem tudo.

Claro que os bancos negam tudo. Se os clientes descobrem que uma agência ou um banco não protege seus clientes, é previsivel que a credibilidade de todo o banco vai pelo ralo.

Agora, que a poderosa e manipuladora Rede Globo deu manchete para o assunto, outros órgãos da mídia irão atrás. E poderão, sem fazer muito esforço, constatar o que a polícia já sabe: A maioria dos casos de saidinha de banco tem por detrás, alguém de dentro do banco/agência.

Justiça

A maioria das vítimas de saidinha de banco não sabe mas, existe jurisprudência suficiente para condenar o banco até por danos morais e ressarcimento de valores. Não é concebível que uma pessoa que anuncie uma retirada em espécie do banco de valores superiores a R$100 mil, e que tome várias medidas de precaução,seja abordada, seletivamente na saída do banco e tenha subtraído exclusivamente o dinheiro. Se não houve participação de alguém de dentro, a própria pessoa tramou o crime. E nem falo de possíveis envolvimento com a própria polícia (todas) e mecanismo de segurança privada. Posso ser taxado de paranoico.

O golpe de Saidinha de Banco ganhou ares de normalidade que até está com previsão objetiva no Código Penal. E os bancos continuam respondendo e sendo condenados por atos e omissões. E assim vamos nos arrastando na solução de problemas e crimes. Daqui a pouco veremos o crime da “chegadinha” de banco. Aliás, ninguém fica curioso em saber porque mesmo com altos valores a serem depositados, ninguém é assaltado na “chegadinha” de banco… curioso !

 

Charge: NewtonSilva

Pedido de Doação

Meu irmão está precisando, com URGÊNCIA, de doadores de sangue (qualquer tipo e fator). Só assim, ele e muitos outros pacientes que precisam de hemoderivados, conseguirão prosseguir com seus tratamentos. E poderão ter a esperança de uma melhoria e retomada da normalidade em suas vidas.

#DoeSangue

Carlos Henrique de Oliveira (paciente do Hospital Mater Dei)

Hemoter – Banco de Sangue

Hemoter recebe doações para pacientes que estão internados em diversos hospitais. A doação pode ser realizada para paciente específico ou voluntário para o banco de sangue.

Horário: 8h às 13h, segunda-feira a sábado (sábado, somente com agendamento prévio pelo telefone).

Endereço: Rua Juiz de Fora, 861, Barro Preto – Belo Horizonte.

Telefone: (31) 3295-4584

 

 

 

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