Felicidade Filosofia

Felicidade e o caminho do Guerreiro

Pedra no Caminho

O acidente que sofri em 2012 foi uma pedra no caminho da minha vida. Entretanto, foi um período de aprendizado e de auto-conhecimento de valor inestimável, e deu muito assunto para pensar e escrever, o que tenho praticado neste blog. Nas leituras que fiz, principalmente dos filósofos, fui compreendendo o significado das palavras e a palavra felicidade foi das que pareceu-me mais emblemáticas, subjetivas e misteriosamente individualista.

Por outro lado, descobri palavras cujo significado são bem objetivos, não cabe muita controvérsia ou debates filosóficos. Ao contrário da filosofia, o que aprendi com as “7 virtudes do Bushido” (escrevi dois textos sobre o assunto) foi basilar para entender que felicidade é consequência e tem significados exclusivamente pessoais. Não cabe a ninguém avaliar, julgar, estabelecer a felicidade de outrem, sob nenhum aspecto, uma vez que felicidade é pessoal, intransferível e não deve produzir o mal para outras pessoas. Integridade, Respeito. Coragem, Honra, Compaixão, Sinceridade e Lealdade são as virtudes que devem, pelo menos deveriam, nortear a vida de todos.

Felicidade

A falta de trabalho para alguns profissionais formados em ciências pouco compreendidas, tem provocado uma avalanches de picaretas que invadem outras profissões. Portanto, quando busco o auto-conhecimento, não quero entrar na área de atuação de psicólogos, teólogos, filósofos, mas me dou ao direito falar sobre qualquer assunto a partir da minha visão. E não se trata de fazer uma análise a partir das minhas experiências e generalizar, cometendo uma falácia, aqui neste espaço exerço a capacidade de levar as pessoas à reflexão, e sobre a felicidade, os vieses possíveis são infinitos.

Felicidade e Filosofia

Desde que os pré-socráticos a felicidade está na pauta das redes sociais, criou figuras como “coaches”, seres abjetos que se metem a falar de tudo para todos. Os seguidores destes picaretas (coaches, influencers e assemelhados) carentes de tudo e de felicidade exterior, são abusados mentalmente até a exaustão. Menos mal que consigo ter diálogo razoável com quem entende de filosofia e sabe como funcionam estes debates de redes sociais

Felicidade e Psicologia

Neste ponto a coisa começa a complicar, principalmente para a minha relação com os profissionais desta especialidade. Eles, via de regra, não admitem que qualquer humano possa cultivar o auto-conhecimento sem a ajuda deles. A minha personalidade INTJ bate de frente com estes profissionais e eles proferem absurdos como “… não vou discutir este assunto com você…”, como se tivesse algum desígnio divino para não debater a felicidade com quem não seja “igual”.

Felicidade e Religião

No momento em que se una religião com qualquer tema, termo ou palavra altamente subjetiva, a situação fica ainda pior. Algumas religiões, anteriores ao Cristianismo são mais consistentes quando abordam a felicidade. Crenças e mitos de religiões “modernas”, pós-cristãs, julgam ter o poder de definir a felicidade, e colocam seus seguidores a serviço da felicidade de pregadores e aproveitadores.

Fundamentalismo

Desta forma, tem muita gente apontando o dedinho e determinando o que é a felicidade do outro, Em outras palavras, com maior ênfase para os que se aproveitam da fé alheia, querem transparecer a felicidade dos outros para obterem a própria felicidade, bem ao nível capitalista e nada espiritual.

As virtudes do Bushido são interiores e determinam a felicidade, sem necessidade alguma de mostrar para os outros. Se eu pratico a HONRA, por exemplo, significa que busco a felicidade das pessoas através dos meus atos. Este tipo de fundamentalismo conflita com a mercantilização que vemos nas redes sociais. Felicidade é ter um cartão de crédito ou poder pagar uma vassoura ungida que dará dinheiro para algum pregador.

Fim do Mundo

Os discursos superficiais, precários e hipócritas, retirados de trechos pequenos de discursos amplos, inebria e engana. Buscam uma felicidade efêmera que engana mas que provoca o abismo entre o bem e o mal. Esta subjetividade e pessoalidade apresentada pelos frequentadores de templos e redes sociais está provocando um grande problema em nossa sociedade.

Vejo nossa sociedade apodrecendo, pouco a pouco, fake news estão aí para comprovar a minha teoria de que o mundo acabou em 2012, bem como previram os Maias, e estamos vivendo o Apocalipse. Este momento de tragédia pós apocalíptica não tem nada a ver com o que projetaram em Hollywood os nas séries de TV e nem o mais disruptivo roteirista pensa na saúde mental como essencial à felicidade.

Podridão e Felicidade

Não tenho nenhum acordo com propagandistas do sistema capitalista e entendo porque eles não querem que as pessoas pensem ou prestem atenção nos “comunistas”. A mercantilização da religião, apoiada pela psicologia, onde bens materiais, aparência, opulência, encontraram terreno fértil nas redes sociais.

Em suma, os guerreiros que habitam o mundo real, especialmente os que adquiriram auto-conhecimento sem ajuda de gurus, mitos, pregadores, psicólogos, ainda vão ter muito trabalho no futuro.

 

Imagem: Ideograma Felicidade

 

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas.
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  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referenciam-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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