Shark Thank

Real Shark Thank

Tudo se copia

Lavoisier, nascido em Paris (1743) e guilhotinado em 1794, era umas das grandes mentes que se opôs os pensadores milenares. Shark Thank é um reality show que guilhotina as pessoas de maneira impiedosa e criminosa, portanto, mais uma ação non sense para ganhar audiência.

A guilhotina conforme Lavoisier gerou uma frase de Joseph-Louis de Lagrange: “… Não bastará um século para produzir uma cabeça igual à que se fez cair num segundo …”.

Lavoisier disse, a partir de seus estudos, suas análises, suas observações, que “… na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma …”. Aí o Chacrinha disse que na televisão brasileira “… nada se cria, tudo se copia …”. E, é provável que muita gente pense que o autor da frase original é o Abelardo Barbosa, ou o Stepan Nercessian que, interpretou o “Velho Guerreiro” em filme recente.

É isto que vemos, acima de tudo, nos reality shows, como no denominado “Shark Thank“, que ganhou versão tupiniquim (muito piorada) e nome de “Nadando com os Tubarões”.

Shark Thak Original

Shark Tank é uma série de game show (reality show) originalmente produzida nos Estados Unidos, a partir da adaptação do programa “Dragon´s Den“, de origem britânica que, por sua vez, é franqueada globalmente pela japonesa “Manê no Tora” (Tigres do Dinheiro).

Nota-se que Lavoisier e até o “Velho Guerreiro” provaram suas hipóteses. Tem muito mais, entretanto, este exemplo é aplicável ao que estou querendo mostrar.

Jaws

A maioria da população mundial ficou impressionada, de fato, com o filme Tubarão (ver destaque). Admiro Spielberg, um cara que pensa e que coloca entrelinhas e tudo que faz. Portanto, faço leituras adicionais quando elaboro estes textos, mesmo que de forma despretensiosa e diletante.

Tubarão (nos Estados Unidos, Jaws).
Filme de suspense americano, lançado em 1975, dirigido por Steven Spielberg, baseado no romance homônimo de Peter Benchley de 1974.
No enredo do filme, um grande tubarão-branco ameaça banhistas nas praias de Amity Island, uma ilha fictícia localizada próxima da costa da Nova Inglaterra, levando o chefe de polícia local a caçá-lo com a ajuda de um biólogo marinho e um caçador de tubarões profissional.

Fonte:Wikipedia

Shark Thank Cover

Contudo, o que levaria alguém a colocar nome de um reality show de Shark Thank para dar a ideia de que alguém deveria apresentar suas ideias, produtos e serviços para “tubarões”, “tigres” e outras pessoas que estaria agindo coo animais capitalistas selvagens?

Pensei nos atributos e características dos Tubarões (esqueci os tigres !). Dizem que as vítimas de tubarões são pegas por terem feridas com sangue. É muito mais do que isto. Tubarões tem o que os estudiosos chama de “sexto sentido”. Qualquer corrente elétrica, ou algo que possuem determinada frequência (e.g. batimento cardíaco). Possuem uma substância que é como um radar. E pode estar sendo estudada para colocar detectores de frequências em humanos (fracos não devem ver alguns episódios da série Black Mirror !).

Fiquei imaginando que o Shark Thank era porque os “avaliadores” e investidores dos projetos apresentados tinham este sexto sentido, ou alguns dos outros sentidos dos tubarões (os animais e não os humanos!).

#SQN

Realidade do Shark Thank

Sou muito crítico a este tipo de reality show. E sou extremamente crítico, principalmente por ser um gestor, administrador e participado de vários projetos de inovação, quando vejo termos como aceleradora, angels, break-even, pitchstartup, venture capital e uma infinidade de nomes novos (geralmente originados ou reproduzidos do inglês).

No caso de Shark Thank, e da versão brasileira, mantiveram o nome e dão sub-títulos (Nadando com os tubarões) e fazem algumas analogias que nada tem a ver Tubarões (os de verdade). Já que tem a ver com a selvageria que tornou-se a expropriação de ideias dos empreendedores e inventores a partir de realities, poderia ser tratado como canibalismo. Não basta o cara ter uma ideia e saber como fazer. Se ele não se render a estes caras, estará morto.

Lapidar

Enfim, o mundo mudou (acabou em 2012, pra mim), e todos que podem estão arrumando uma maneira de tirar dinheiro dos outros. Se não for possível tirar dinheiro, tira-se ideias, se não for possível, coloca-se o outro para trabalhar e me trazer lucros sem fazer nada. E, surpreendentemente, os chamamos de empreendedores.

Como se não bastasse, para o trabalho de lavagem cerebral ser completo, coloca-se no ar campanhas de que é melhor ser empreendedor do que ter carteira assinada. Os tolos vão acreditar, alguns superarão o patamar da classe média “remediada” e poderão comprar carros novos e viajar para os EUA com visto de turista, e terá dinheiro para pagar escravas domésticas e escravos para seu empreendimento.

Em suma, sigam felizes… esqueçam os direitos trabalhistas perdidos (Esqueçam quem comanda a perda destes direitos !), se bem que, os tubarões agradecem que existam pessoas que não tem os sentidos que eles dizem que tem.

 

Imagem: Reprodução Cartaz do filme JAWS

 

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

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