Cássia Eller - Cantora

Cássia Eller batia um bolão

Apresentação

Esta apresentação estará presente em vários textos que serão publicados aqui e, certamente, em outros espaços virtuais ou mídia impressa. Este texto é uma adaptação de rascunhos feitos para um livro contando a história do bairro que nasci, cresci e moro atualmente. Foi no bairro São Francisco, em Beagá, ainda na infância, que conheci Cássia Eller, suas irmãs e seus pais, assim sendo, poderão aparecer num futuro livro. A personagem deste post, bem como outras pessoas ou citações feitas aqui, estarão, com maior ou menor destaque, no livro.

Cássia Eller

 

Cássia Eller (Foto: O Globo)

Cássia Eller (Foto: O Globo)

A Cássia Eller que os brasileiros conhecem é a cantora, artista considerada polêmica deste o início da carreira e que nos deixou cedo, pelo potencial que muitos avaliavam que tinha. A história que aqui narro não deve ser encontrada em nenhum texto de rede social pois é a minha visão sobre uma pessoa quer era personagem na infância de meus contemporâneos. A menina Cássia viveu no bairro entre os anos de 1968 (aquele que não terminou) e 1972 (do Brasil Ame-o ou deixei-o).

Durante este período, Cássia Rejane Eller e suas irmãs estudaram com a minha mãe, professora que tinha um Jardim de Infância e dava aulas de “reforço”. As irmãs gêmeas, Cláudia e Carla, foram alunas no que chamamos hoje de pré-escola e a introspectiva Cássia em aulas de “reforço”. Isso talvez tenha ajudado para termos mais proximidade, como a que minha mãe teve com a mãe delas..

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Cassia Eller

Bairro São Francisco

Vivíamos no Bairro São Francisco onde existe até hoje uma unidade do Exército Brasileiro, era os anos de chumbo e a ditadura não existia na mídia e nem nos livros. O pai da Cássia, o Sargento Eller mudou-se para o bairro exercendo atividades no que chamávamos de “granja”. O espaço do exército era destinado ao “stand” de treinamento tiro e para criação de porcos e galinhas, além de hortigranjeiros para alimentar seus soldados no chamado 12 RI. Naquele local, os habitantes do bairro (garotos, adolescentes e adultos) costumavam jogar bola, desde que autorizados pelo “sargento” que comandava a unidade. A separação entre a granja e demais áreas da União (exceto Colégio Militar – CMBH) e o bairro dos “civis” é o Córrego do Engenho Nogueira, que tinha alguns açudes e podíamos nadar e pescar.

Batendo um bolão

Além da área de futebol na “granja”, um campo gramado e com traves (um luxo para a época), tínhamos alguns campinhos no bairro, muito em função de lotes vagos e ruas de terra. Num destes espaços, um quarteirão acima da casa em que morava a Cássia Eller, tínhamos um destes espaços.

Nas peladinhas na rua, a Cássia participava e batia um bolão, com toda a certeza, ela não devia nem ter noção da artista e cantora que se tornaria, mas ela se diferenciava pois tinha o que chamamos de autenticidade. Logo após se mudarem para o meio da selva, como as comunicações eram difíceis, o relacionamento, especialmente entre as nossas mães foi ficando distante.

Muito tempo depois, as nossas mães reativaram o relacionamento, mas não tivemos mais contato. Morei em Brasília pouco depois do falecimento da então cantora e tentei contato com as irmãs gêmeas. Fui a shows que prestavam tributo à Cássia Eller mas não logrei êxito na reativação do contato.

Homenagem

Enfim, são histórias que a gente vivencia e que vão se perdendo nesta loucura de redes sociais em que as pessoas buscam cinco segundos de fama, à la Andy Wharol.

Cássia Eller completaria 55 anos nesta data, dessa forma a homenageio e revivo algumas lembranças, enquanto não termino as pesquisas do livro.

P. S. A “granja” do Exército e seu stand de tiro estarão no livro pois fazem parte da história do bairro e de minha vida, até hoje.

Imagem: UOL

 

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas.
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  • Alguns textos são revisados, outros apresentam erros (inclusive ortográficos) e que vão sendo corrigidos à medida que tornam-se erros graves (inclusive históricos).
  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referenciam-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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