Beagá 120 anos - Mirante do Mangabeiras

Beagá – 120 anos

Nossa Beagá

Uma jovem está fazendo 120 anos,  mas que cidade linda, é a nossa Beagá, melhor lugar não há.

Não sei porque, mas a comemoração que me lembro mais badalada foi a do centenário e não gostei. Por outro lado, desta feita (120 anos), mais badalação, mais escolha de símbolos da cidade, muita festa, deve ser bem pior. Talvez os(as) auxiliares do alcaide sejam mais festeiros, #SQN.

Assim como em outros eventos e oportunidades, prefiro não falar nada e deixar passar o oba-oba. Mas neste caso, não me contive. Contudo, a escolha do Mercado Municipal (um belíssimo lugar), como símbolo da cidade, me deixou pra lá de perplexo. Queria até saber como foi a auditoria desta enquete, quem patrocinou campanhas, o que a mídia fez ou deixou de fazer. Melhor não saber, é como fábricas de salsicha bom de usufruir e péssimo se souber como funciona,  enfim, gosto de salsichas e de Beagá.

Geração Beagá

Decidi fazer este teto por conta dos símbolos da nossa Beagá, que vou escolher ao meu modo. E resolvi destacar pontos ou atrações da cidade que amo, e da qual sou um raro habitante de 3a geração nascida aqui (minha avó fosse viva estaria com 116 ou 117 anos) e que não são como estes símbolos que são escolhidos pela maioria mas, na realidade, não são de ninguém.

Ao receber uma pessoa que está há mais de 10 anos na Europa, resolvi levá-la para comer uam verdadeira comida mineiro, no Dona Lucinha, um dos maiores e melhores da cidade. A pessoa que não é de BH ficou assustada com a conversa que travei com garçons, guardadores de carro, atendentes de lojas. É assim, aqui ninguém fala belzonte, isto é coisa de sabaquá da roça pequena. Nosso dialeto é próprio, e temos razões para isto.

Símbolos

Uma cidade tão nova, planejada somente no seu hipercentro, teoricamente, teria poucos símbolos. Nada mais falso. Desde o mirante do Parque a Serra do Curral, até a Cidade Administrativa em dois extremos da cidade, existem centenas de espaços que até os próprios belo-horizontinos não conhecem. Já retratei vários deles neste blog na série “Passeio Bate e Volta” (Jardim ZoológicoParque da Serra do Curral; Parque das Mangabeiras etc).

Existem muitos outros. Os tradicionalmente indicados como Parque Municipal, Mineirão, Conjunto Arquitetônico da Pampulha, e outros, são ótimas referências, mas distantes do povão. Talvez o Mineirão. É bonito ver o Palácio das Artes cheio e apresentações pouco usuais.

Não se deve confiar muito na mídia e nas escolhas que ela (a mídia) e quem se apresenta como mídia,  induz a que o povo referende. A cidade é completa, com defeitos de qualquer cidade do mundo, e com virtudes como nenhuma outra cidade no mundo.

Destaques

Pessoa

Celton foi a pessoa que resolvi destacar entre muitos cidadãos de bem desta nossa Beagá. Quem não conhece o Lacarmélio (lógico que não por este nome). É aquele cara, ´maluco beleza`, que fica correndo entre os carros parados e vendendo suas revistas. Com certeza, com suas idiossincrasias é gente da prateleira de cima.

Atração Turística

A Rua do Amendoim é a mais inusitada. Pode não ter nada de excecional, mas tem história para contar. Faz parte do meu roteiro de anfitrião para todos que declaram nunca ter vindo a cidade. É verdade que alguns que lá levei não viram nada de mais. Mas foram obrigados a ouvir a história e o desafio. Na sua cidade tem uma igual a esta?

Restaurante

Centenas de restaurantes muito bons. Alguns ótimos e excelentes. Optei por ser bairrista e escolher o Maria das Tranças. Não o da Savassi, cheio de gourmets, mas o raiz, aquele no São Francisco, que foi um dia o restaurante Bolero e que a Maria das Tranças soube conduzir. O melhor frango ao molho pardo do mundo.

Boteco

Com efeito, a discussão do “melhor” boteco começa pelo tira-gosto e pela definição do que é ou não boteco. A “Cidade dos bares” fez levantamento de quantidade de botecos por bairro, entretanto, o que parecia simples acabou em confusão. Nesse ínterim, se entrar na análise questões como qualidade, instalações e localização, vira “guerra”. E, nesta modalidade, vou amarelar, ser bem mineiro e ficar em cima do muro. voto no “Nonô, Rei do Caldo de Mocotó”, na Av. Amazonas. Está reformado, atendendo desde quando eu nem era nascido e é sem igual. Para não dar discussão e não ser bairrista (de bairrismo basta a minha escolha do Maria das Tranças).

Atividade

Um jogo de futebol no Mineirão,, anteriormente, era uma atividade quase obrigatória e, para mim, ainda é. Entretanto, a reforma não o deixou do jeito que eu queria, não fizeram o que era melhor e ainda por cima o povo mineiro vai pagar a vida inteira. Mas não tem preço. um jogo com estádio lotado. Este ano fui a todos os jogos do Cruzeiro atuando em BH. Estive na festa da final do título da Copa do Brasil. A maior festa que eu já presenciei no Mineirão.

Melhor não há

Em suma, acredito que sou parcial e apaixonado pela cidade, poderia escrever um livro para 100 lugares ou destaques que daria para a cidade. Por isso, cada canto, os personagens, as histórias são merecedores não de um texto limitado em um blog, merecem a eternização. Participo de inúmeros grupos em redes sociais que valem a pena, destaco um do Facebook, Fotos Antigas de Belo Horizonte, imperdível.

Certamente, estas escolhas que fiz são meio provocativas para a escolha feita pela mídia sobre o Mercado Central, não que eu não goste, mas é muito blasé.

 

Imagem: Sky

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas.
  • Coloquem aqui, nos comentários, ou na página do Facebook, associada a este Blog.
  • Alguns textos são revisados, outros apresentam erros (inclusive ortográficos) e que vão sendo corrigidos à medida que tornam-se erros graves (inclusive históricos).
  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referenciam-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

4 comments for “Beagá – 120 anos

  1. Rodrigo
    13/12/2017 at 16:27

    Parabéns pela homenagem à Beagá. Vou experimentar esse frango ao molho pardo. Dê mais dicas de outros pratos nesta querida cidade.

  2. 13/12/2017 at 16:43

    No geral, sobre comida mineira, tenho muitas indicações. Em BH recomendo Maria das Tranças (São Francisco), Dona Lucinha (Rua Sergipe), Xapuri (Perto da AABB Pampulha) e Xico da Kafua (Anel Rodoviário). A variedade e opções são infinitas e dependem muito de onde a pessoa está e qual a disponibilidade. Estando num destes quatro, pode provar um pouquinho de cada iguaria ou peça dicas aos garçons (na maioria dos casos são barbadas e poucas “roubadas”) e depois farte-se do que mais gostar. Mas existem outros mais especializados… Estando em BHZ, não titubeie … estamos à disposição.

    • Romarol
      13/12/2017 at 21:52

      Obrigado, Evandro. Vou apreciar as delícias mineiras indicadas. O Bar do Careca na Cachoeirinha com a famosa língua de boi é muito bom também.

      • 13/12/2017 at 23:41

        Então… se for o Bar do Careca na Rua Simão Tann, a especialidade era da dobradinha com feijão branco. Chegou a ganhar o Comida de Buteco. Caiu Muito.

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