Black Mirror - Recompensa

Real Black Mirror

A Série

O mundo acabou em 2012 (já falei sobre o Fim do Mundo e as escritas dos Maias, e vou continuar repetindo). Mas depois que o mundo acabou, muitas coisas estão acontecendo. Tá certo que algumas pessoas ainda acham que o mundo ia acabar como nos filmes catastróficos de Hollywood. Era uma hipótese. A TV, especialmente a por “assinatura”, tem muita coisa interessante fora do circuito estadunidense de ser (ressalto que acompanho as séries de lá e muitas tem conteúdo interessante). As séries europeias tem tido apelo maior comigo. Só que a série Black Mirror não vai deixar pedra sobre pedra.

Uma das coisas que mudou muito foi a TV e o que as pessoas fazem dela. Muito recentemente, estava lembrando dos programas de TV que eu via quando era criança (na adolescência comecei a ser mais seletivo). Tinha um programa, se não me engano, aos sábados, de noite, que se chamava Telecatch Montilla. Hoje as séries, especialmente do Netflix, dominam. E não tem faixa etária. O impressionante é que não vejo os assíduos do Netflix, pensando sobre os enredos que eles são personagens. Parece, como na série Black Mirror, que não é com eles, é somente “com os outros”… até que, um dia …

Telecatch foi um programa de televisão criado na extinta TV Excelsior (RJ), dedicado 
à exibição de combates de luta-livre que combinavam encenação teatral, combate e circo.  
Com a extinção do Palácio de Alumínio (uma cúpula de alumínio dedicada à exibição de 
combates corpo a corpo), um dos protagonistas da rede de lojas Imperatriz das Sedas 
(cuja sede era vizinha ao palácio montado no terreno do extinto tesouro nacional - doado 
aos comerciários) e um dos sócios da empresa, "Sr Rafick", resolveu promover um programa
de lutas livres (via televisão) e cuja modalidade era o Telecatch. 
Durante os anos 60, alcançou o auge do sucesso, criando vários heróis, como o lutador 
chamado Ted Boy Marino. 

Fonte: Wikipedia

Black Mirror

Resolvi usar a série, especialmente num ano eleitoral e com a atual situação de redes sociais na vida real das pessoas, para abordar alguns temas e ver se a discussão avança. Lógico que as minhas expectativas estão abaixo da “linha de pobreza” do Brasil.

Black Mirror é uma série diferente. Personagens mudam a cada episodio e utilizam as redes sociais para radicalizar nas críticas de como usamos a tecnologia hoje em dia. Saiu do tradicional, alguns críticos acham que é uma série sobre tecnologia. Nada mais tolo e pueril. É sobre sociedade, cultura, arte, comportamento, sobre a nossa vida nas redes sociais.

Escravidão no Século XXI

Um dos episódios trata da escravidão e daquela portinha da esperança, a partir de um assunto muito atual, a mineração (garimpagem) de criptomoedas. Impressiona ver como o enredo é melhorado e aplicado no dia-a-dia, sem que os “escravos” percebam que são personagens da vida real retratados na ficção.

O episódio (Quinze milhões de méritos, Temporada 1 Episódio 2) não cita as palavras meritocracia e outras muito utilizadas por políticos canalhas e gente venal de redes sociais, mas está explícito. Os escravos tem que conseguir 15 milhões de uma criptomoeda para tentarem mostrar que tem seus méritos. O sistema, já dizia o Cap. Nascimento,  é bruto.

Aliás, tem nada de ficção. Black Mirror é hoje, o retrato fiel dos habitantes deste planeta e das redes sociais. No episódio dos “escravos”, eles ficam pedalando, como se estivesse numa academia (daquelas que tem em toda cidade) e gerando energia para “minerar” criptomoedas e na vida real, alguém muito “inteligente” e inovador, está montando bicicletas ergométricas, num presídio em Minas Gerais, para que detentos gerem energia elétrica e diminuam suas penas. Lógico que as criptomoedas não vão para os detentos.

Participo de um grupo de interessados em criptomoedas e ouvi de alguns, após o episódio, que seria um negócio Interessante se “… fizermos parceria com as academias de Belo Horizonte e colocarmos geradores nas bikes para não pagarmos energia da Cemig e usando os frequentadores das academias …”, ouvi também comentários do tipo “… presidiários tem mais que gerar energia, mas não tem que reduzir a pena …”.

Vida imita a arte

Não sei se a vida imita a arte ou a arte imita a vida. Sei que episódios da série Black Mirror são, a cada hora e minutos, mais reais. Conversando com uma pessoa que não participa de nenhuma rede social, que não assiste nenhuma série do Netflix, fui contestado, fui taxado de paranoico.

Fiquei pensando numa frase de Sócrates: “… uma vida sem reflexão, não merece ser vivida …”. Será que estou refletindo demais? Será que Sócrates não sabia do que estava falando? Tudo bem, o mundo acabou mesmo em 2012, mas era para estancarmos toda e qualquer reflexão? Não fui avisado.

Aí aparece um destes retardados de rede social, cheio de seguidores igualmente dependentes de likes e diz que “Black Mirror virou uma série legalzinha” .Vou continuar acompanhando Black Mirror. Desde o Telecatch até o Netflix, a televisão melhorou muito. Sorry !

 

Foto: Internet

Pedido de Doação

Meu irmão está precisando de doadores de sangue (qualquer tipo e fator). Só assim, ele e muitos outros pacientes que precisam de sangue para transfusão ou de hemoderivados, conseguirão prosseguir com seus tratamentos. E poderão ter a esperança de uma melhoria e retomada da normalidade em suas vidas.

#DoeSangue

Carlos Henrique de Oliveira (paciente do Hospital Mater Dei)

Hemoter – Banco de Sangue

Hemoter recebe doações para pacientes que estão internados em diversos hospitais. A doação pode ser realizada para paciente específico ou voluntário para o banco de sangue.

Horário: 8h às 13h, segunda-feira a sábado (sábado, somente com agendamento prévio pelo telefone).

Endereço: Rua Juiz de Fora, 861, Barro Preto – Belo Horizonte.

Telefone: (31) 3295-4584

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