Desesperança

Desesperança no Trabalho e Emprego

Trabalho e Emprego

Em primeiro lugar, este blog é multidisciplinar e multi-temático. Foi criado com o propósito de fomentar outros blogs secundários, específicos e não menos importantes. Assim sendo, nos primeiros meses, dois anos atrás, criei temas, diversifiquei, falei de tudo. Trabalho e Emprego foram temas latentes desde o início deste blog. Muito antes das reformas que mudaram o perfil da relação empregado X empregador. E ainda dizem que a eterna briga entre o Capital e o Trabalho é coisa do passado. Talvez seja, estamos prestes a retomar à escravidão. Vejo a desesperança em muitos segmentos e grupos de trabalhadores.

É assustador o que vem sendo feito com aposentados que continuam trabalhando e são demitidos porque “… já possuem outra renda de aposentado”. Vagas não estão sendo fechadas, continuam lá, com alguém que aceita ganhar um terço do que ganhava o demitido.

Desesperança

Quando vemos noticias de que trabalhadores em plena idade laboral começam a desistir de procurar emprego, buscam sub-emprego e alternativas de sobrevivência, é o sinal de que a desesperança venceu a motivação e a persistência.

E o pior é que “alternativas” são colocadas para estes desempregados como se fosse fácil eles virarem empreendedores. Uma determinada empresa que usa aplicativo de transporte, divulga propaganda com o lema “seja empreendedor, trabalhe conosco e tenha liberdade”. Marqueteiros atingem em cheio a baixa auto-estima do desempregado que acha que pode.

Sem dúvida, este tipo de situação parece como uma oportunidade como um fio de esperança, mas não passa nem perto. O cara pega seu saldo de demissão (se existir) e sai comprando franquias, dando entrada em carros para virar motorista de aplicativo – claro que dizem que “é temporário” – e outros compromissos que não conseguirão, na maioria absurda dos casos, serem saldados.

Despreparados

Ainda no primeiro mês deste blog, publiquei o título “Falácias e Sofismas Trabalhistas“, alguns meses depois, escrevi “Empreendedores Despreparados – A Epidemia“. É notório que não tive muita receptividade. Aliás, alguns dos muitos posts sobre o assunto sequer foram lidos por alguma alma viva digital.

A linha de pensamento minha é simples: estão enganando muita gente e vai piorar, dependendo do governo federal a ser eleito e dos governos estaduais e representantes no Poder Legislativo, a situação vai ficar muito complicada. O brasileiro não está preparado para a reforma e pior, a desesperança que vejo em muito desempregados ou “novos” empreendedores é aterrorizante. Pode até acontecer, eventualmente, de casos de sucesso, que serão explorados como se fosse a regra ou normalidade. Afirmo, não é, fujam de púlpitos e palanques de farsantes que nunca tiveram um negócio próprio e vivem da exploração do trabalho dos outros..

O Fim do Brasil

Assim sendo, tenho discutido com muitas pessoas o futuro do trabalho e emprego a partir do uso de tecnologia intensivo. As pessoas e profissionais que poderiam discutir o tema tem dado os ombros. Se converso com um economista, ele diz que existem vantagens e que a desesperança é meio psicológica. Disse ele (em conversa real): muitos postos de trabalho estão sendo criados pela tecnologia. Claro que o mundinho dele não alcança a tecnologia.

Por exemplo, quando se criam chatterbots e as pessoas ficam conversando com atendimento que é um simulacro de inteligência artificial, quantos empregos estão sendo gerados? Quantas vagas estão sendo exterminadas?

Portanto, este tipo de gente deve estar conversando com robots e achando tem alguém adestrado do lado de lá da linha.

Decidi que vou tentar investir num doutorado que prove que algumas profissões ou especialidades serão extintas antes de que as pessoas que estão no banco de escola atualmente para aquela profissão se formem. E continuarei retomando posts anteriores e novos na questão de emprego, estabilidade. gestão, empreendedorismo e afins.

Aposta Final

Estou apostando – aliás, apostei com um advogado retrógrado e jurássico, que nem entendeu o objeto da aposta. Desafiei-o de que, para algumas destas profissões, não basta colocar o prefixo “web” ou o sufixo “digital” para ela continuar existindo ou ter garantia de emprego. Estas profissões ou especialidades estão com as horas contadas. E a extinção da Justiça do Trabalho é questão de tempo, pouco tempo.

Enfim, se a desesperança ainda não tomou conta da sua mente, se cuida e procura pensar fora da caixinha.

 

Imagem: Charge NEF

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