La Casa de Papel Tupiniquim

La Casa de Papel

La Casa de Papel (A Série)

Primeiramente, o furor da série La Casa de Papel ( Original Netflix ), produzida e ambientada na Espanha, reproduz, claramente, o que venho escrevendo nos últimos anos sobre o comportamento das pessoas numa sociedade digital e de redes sociais sem nenhum controle.

A série trata de um assalto planejado nos mínimos detalhes à Casa da Moeda da Espanha, por isso La Casa de Papel. Similarmente à Casa da Moeda do Brasil, o alvo principal da série tem muito mais a ver com política e sociedade do que muitos imaginam. A instituição espanhola produz Euros e documentos oficiais para vários países. O Brasil usou, eventualmente, uma fábrica de cédulas Sueca para imprimir o nosso Real.

Conforme o enredo, bandidos tomam de assalto a “casa de papel”, imprimindo cédulas verdadeiras e apagando todos os seus rastros. Atrasaram o processo do assalto como forma imprimirem o máximo de dinheiro possível. Um plana bem feito e muito inteligente. De certa forma, em menor escala, e com muito menos inteligência, aconteceu quando assaltaram o Banco Central, localizado no Ceará. Um plano, túneis, final de semana, e até hoje não acharam o chefão.

Apesar de ter visto as duas temporadas em “maratonas”. Estava aguardando a confirmação da terceira temporada para a publicação deste post e de outros porque gosto de observar e ler comentários e percepções mais genéricas.

A vida imita a arte ou a arte imita a vida?

Casa da Moeda

Algumas das histórias paralelas da série espanhola de fato são observadas pelos assistentes ingênuos. Por exemplo, a relação de assédio moral entre chefe e subordinada é tratada como canalhice machista. Não digo que o autor e roteirista da série tivesse a mesma percepção e pudéssemos associar ao caso do Brasil.

Embora o tema da privatização não esteja explícito, depreendo que está no contexto. Aqui no Brasil, a Casa da Moeda demite funcionários, negligencia serviços que detêm reserva de mercado (cédulas, passaporte etc) com ideias e propostas de privatização.

Provavelmente, não fariam uma série com tanto realismo se fosse uma organização privada. Aliás, quais os exemplos de uma casa de papel privadas que poderiam funcionar no Brasil. Entregaram as riquezas naturais e agora querem entregar a fábrica de dinheiro?

Sem dúvida, não há limites !

Absurdos

Precipuamente, os amantes de séries e cinéfilos descobrem muitas coisas que são absurdas nas produções. Desde erros de continuidade até situações impossíveis até mesmo para uma ficção. Esta série não é uma ficção científica, é uma obra de arte mas que tem muitos elementos factuais e possíveis.

Alguns deles, os mais curiosos para o grande público telespectador, são somente cosméticos se é que são erros ou absurdos. Por exemplo, a conversa telefônica de Salva, dentro de um carro sendo esmagado no ferro velho; o russo apagando retrato falado feito por um policial; o par romântico de Professor e da policial Raquel; Denver atirando na coxa de uma refém com o propósito de feri-la e não matá-la; a improvável e inverossímil troca de provas “ninja” do Professor; a forma com que Raquel descobre a identidade do Professor (fala sério, né?); ou ainda o estilo não tão “velozes e furiosos” de Tóquio com uma moto, dentre outros.

Como se não bastasse estes exemplos, que não constituem-se spoilers, muitos outros existem. Quem viu a série, decerto sabe do que estou falando. Quem não viu vai ver pela primeira vez e, sugestionado pela leitura, vai avaliar que são absurdos. Entretanto, alguns não são. Atirar na coxa para ferir e não matar; subir escadas de moto; bandido de romance com policial, tenho a certeza que são reproduzidos no mundo real.

Aliás, recentemente, um bando de brasileiros, invadiu um presídio com macacões vermelhos e máscaras de Dali. Um presídio. Disseram que são youtubers fazendo pegadinha. Um presídio? Pegadinha?

Fala sério !

Vai continuar

É comum, para quem gosta desta ou daquela série, principalmente aquelas assistidas somente como passatempo, não se interessar pela continuidade. O debate sobre continuar, ou não, e por quê, fica por conta dos detalhistas e apaixonados por todo o contexto sociológico, contemporâneo e até histórico.

É assim que vejo todas as as séries, de Black Mirror à House of Cards, sem deixar de mencionar Merlí e a nossa filosofia aplicada ao cotidiano. Estas séries tem muito a mostrar pois falam mais nas entrelinhas do que nas falas do cotidiano.

Recentemente, entrei numa discussão sobre a continuidade ou não. Uma vez que não dispenso uma treta, vejo que a série tem tudo para uma terceira temporada (confirmada oficialmente nesta data). O que se pode esperar da terceira temporada já está na pauta dos aficionados.

Embora eu tenha escrito outros posts, com abordagem e analogia específica de episódios de La Casa de Papel, vejo que uma terceira temporada exigirá muita imaginação do autor e roteiristas.  Da mesma forma que com outras séries e filmes, o final da segunda temporada abriu muitas possibilidades.

Vamos aguardar !

 

Imagem: Reprodução Internet

P. S. – Faço este pedido na página de apresentação, entretanto, gostaria de repeti-lo aqui. Qualquer observação, sugestão, indicação de erro e outros, podem colocar nos comentários.

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