Urna Eletrônica

Scandal – Urna Eletrônica

Scandal

A série Scandal (Netflix) é o retrato do que de pior existe na política. A urna eletrônica representa um eixo que justifica, maquiavelicamente, uma sequência de atos “patrióticos”, pouco civilizados. A maioria das pessoas com as quais comento sobre a série, a vêem apenas como entretenimento. Certamente, nada é mais superficial, falacioso e diversionista.

Tenho usado episódios desta série como argumento para estes pequenos posts. Em outras palavras, utilizo a lógica subliminar de várias séries em posts, artigos e textos mais elaborados. Faço isso com os temas política, futebol e religião.

No caso de Scandal, o enigma de uma eleição usando urna eletrônica é, sem dúvida, representado no episódio Defiance.  Quase todos os temas e episódios encaixam-se, perfeitamente, na história atual do Brasil. Desde que exista a suspeita de  um presidente eleger-se através de fraude, a democracia não existe. As eleições deste ano vão mostrar a pior face desta falsa democracia.

Como resultado, concluo que inexiste democracia se existe urna eletrônica não-auditável.

Urna Eletrônica

Desde que votei, pela primeira vez, numa urna eletrônica tive minhas suspeitas sobre o artefato. Já que na condição de profissional de TI duvido de tudo aquilo que tenha um código de computador fechado. Diante disso, meu lema basilar é  “show me the code“. Cheguei a ser ameaçado e penalizado por dizer o que a máquina de votar ainda é suscetível a fraudes.

Num 21 de abril publiquei um artigo e, dois anos atrás, publiquei um post sobre o assunto Sistemas Eleitorais Obscurantistas. Muitos eleitores que não eram nem nascidos quando escrevi sobre a Urna Eletrônica. Contudo, eleitores que tem menos de trinta anos não sabem, até hoje, no que se meteram. Entretanto, pensam que democracia é como vestir uma camisa da “selenike”; fantasiar de pato amarelo; fazer coreografias pueris e provocar o ódio em redes sociais.

Publiquei artigo no Workshop em Segurança de Sistemas Computacionais, sobre o “Caso São Domingos” logo após o artigo de opinião no jornal Estado de Minas. Foi o relato de uma semana intensa, numa pequena cidade do interior de Goiás, que poderia ser, de fato, um episódio da série sobre eleições no país e a urna eletrônica.

Tempos Modernos

Falar de tempos modernos é insano. Mas vejo muita gente falando da urna eletrônica como se fosse tudo novidade. O desrespeito pessoal, sobre o conhecimento que eu e alguns outros poucos temos, é absurdo. Vejo neófitos vomitando muita merda em redes sociais sobre segurança da informação, enganando outras pessoas e até ganhando dinheiro nas redes sociais e eventos que mais parecem standup cômicos.

A partir de 2010 (é sério, seis anos atrás, nesta história, é recente) imaginei que seria o início do fim desta comédia. O TSE armou um teatrinho para tentar dizer que permitia auditoria na urna, deixou de fora o sistema eleitoral informatizado, e impôs regras absurdas. Certamente, falar em auditoria independente e transparência nunca fez parte do script do TSE e do instamento burocrático. Diante disso o projeto conhecido como “Você Fiscal” é um avanço que os eleitores brasileiros deveriam respeitar.

Show me the Code !

 

Charge: Duke

P. S. – Faço este pedido na página de apresentação, entretanto, gostaria de repeti-lo aqui. Qualquer observação, sugestão, indicação de erro e outros, podem colocar nos comentários aqui ou na página do Facebook

 

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